Pantanal News

Meio Ambiente

Conferências estaduais de aquicultura e pesca serão em junho e julho| Agência Brasil

As etapas estaduais da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca serão realizadas no mês de junho em diversos estados. O objetivo é mobilizar pescadores, aquicultores, trabalhadores do setor, comunidades tradicionais, pesquisadores e demais atores envolvidos na cadeia produtiva do pescado no país. Retomada após 16 anos pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), a Conferência possibilita a participação social na construção de políticas públicas para os setores pesqueiro e aquícola. Além das etapas estaduais e distrital, estão previstas conferências livres e temáticas e uma etapa virtual. A etapa nacional presencial, será realizada em Brasília (DF), de 11 a 13 de novembro. As datas das conferências nos demais estados serão divulgadas em breve.  >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Confira as datas das 13 conferências já confirmadas pelos governos estaduais: Rio Grande do Norte – 03/06 Sergipe – 10/06 Minas Gerais – 11 e 25/06 Bahia – 16 e 17/06 Ceará – 17/06 Amapá – 17 e 18/06 Distrito Federal – 19/06 Alagoas – 20/06 Amazonas – 30/06 Tocantins – 30/06 Pernambuco – 02/07 Rio Grande do Sul – 02/07 Roraima – 03/07 FONTE: AGENCIA BRASIL

Ypê recorre e suspende efeitos de decisão da Anvisa
Brasil

Anvisa adia análise de recurso da Ypê contra suspensão de produtos

UM diretoria da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou nesta quarta-feira (13) a análise do recurso apresentado pela Química Amparo, responsável pela marca Ypê, contra a suspensão da fabricação, venda e uso de produtos da marca. Na abertura da 8º Reunião Ordinária, o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, anunciou a retirada do recurso da pauta de votação. O item voltará a ser analisado pela diretoria na próxima sexta-feira (15). Safatle afirmou que a Anvisa e a empresa têm realizado reuniões técnicas para “mitigação dos riscos sanitários”. A previsão, segundo o presidente, é que a empresa apresente nesta quinta-feira (14) medidas para correção das irregularidades encontradas na fábrica.  De acordo com Safatle, em fiscalização realizada em abril deste ano, as equipes da Anvisa, em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e a Vigilância Municipal de Amparo, encontraram 76 irregularidades na unidade, como a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 10 lotes. O presidente da agência reguladora manteve o alerta para que os consumidores não utilizem os lotes terminados em 1, por causa de contaminação. “Reiteramos a recomendação de não utilização dos produtos listados na Resolução 1.834/2026 e de buscar o serviço de atendimento da empresa”, disse. Em nota, a Ypê informou que está em colaboração com a Anvisa “na busca por uma solução definitiva para a situação envolvendo a suspensão da venda, comercialização e uso dos seus lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes com lotes de fabricação final 1, conforme dispõe a RE 1.834/2026”. Representantes da empresa se reuniram ontem com diretores da agência “e apresentaram uma atualização do plano de ação com a evolução do seu processo fabril, reafirmando sua observância integral às recomendações pontuadas pela Anvisa”. “A empresa está apresentando informações detalhadas e laudos técnicos de microbiologia com verificações realizadas nos processos, bem como a análise de risco para o consumidor”, disse a empresa, acrescentando que solicitou a manutenção da suspensão até que todas as medidas estejam concluídas. Sobre a reunião, a Anvisa informou, também em um comunicado divulgado ontem, que a fábrica de Amparo intensificou “o trabalho para atender a 239 ações corretivas elencadas pela Ypê, com o objetivo de cumprir as exigências da vigilância sanitária. As medidas consideram também inspeções realizadas em 2024 e 2025”. Participaram da reunião o diretor-presidente, Leandro Safatle; o diretor Daniel Pereira, responsável pela supervisão da fiscalização; o presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e COO da empresa, Jorge Eduardo Beira. Entenda o caso No último dia 7, a Anvisa suspendeu fabricação, comercialização e distribuição de lotes de produtos da marca Ypê com numeração final 1. A lista inclui detergente, sabão líquido para roupas e desinfetantes. A agência informou ter verificado “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo, o que inclui falhas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade”. Um dos principais problemas é a  presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa, que é resistente a antibióticos e pode causar uma série de problemas em pessoas imunocomprometidas, desde infecção urinária a infecção respiratória em pessoas que têm problemas de pulmão crônicos, como enfisema, ou em pessoas submetidas a tratamento com cateter na veia. A empresa recorreu da decisão e a fabricação e comercialização dos produtos passaram a ficar liberados. No entanto, a Ypê não retomou a produção ainda. Veja os produtos com os lotes que terminam com o número 1: Lava Louças Ypê Clear Care Lava Louças com enzimas ativas Ypê Lava Louças Ypê Lava Louças Ypê Clear Care Lava Louças Ypê Toque Suave Lava Louças concentrado Ypê Green Lava Louças Ypê Clear Lava Louças Ypê Green Lava Roupas líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Cuida das Roupas Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Antibac Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha Lava Roupas Líquido Tixan Ypê Green Lava Roupas Líquido Ypê Express Lava Roupas Líquido Ypê Power ACT Lava Roupas Líquido Ypê Premium Lava Roupas Tixan Maciez Lava Roupas Tixan Primavera Desinfetante Bak Ypê Desinfetante de uso geral Atol Desinfetante Perfumado Atol Desinfetante Pinho Ypê Lava roupas Tixan Power ACT Leia Também: Anvisa recomenda não jogar fora os detergentes da Ypê

Participação de adolescentes no eleitorado pode atingir pior nível desde 2014, segundo projeção
Brasil

TSE faz novos testes de segurança na urna eletrônica

Especialistas em tecnologia da informação retornaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (13) para fazer o teste de confirmação das propostas que sugeriram em dezembro para aprimorar a segurança da urna eletrônica. Até a próxima sexta-feira (15), os pesquisadores realizarão novos testes em busca de possíveis vulnerabilidades nos equipamentos. A primeira fase de testes ocorreu entre os dias 1º e 5 de dezembro. De acordo com o TSE, os especialistas não encontraram inconsistências relevantes e garantiram que a segurança do sistema de votação continua íntegra. Ainda assim, foram feitas diversas sugestões para aprimorar o sistema eletrônico de votação. Os investigadores agora vão validar se as propostas foram de fato implementadas pela Justiça Eleitoral. Uma das principais preocupações, por exemplo, é reforçar a integridade e o sigilo do voto. O primeiro turno das eleições de 2026 será em 4 de outubro. O segundo turno está previsto para 25 de outubro. Leia Também: Quem tem que portar arma é a polícia, que é profissional, diz Geraldo Alckmin

Confira o resultado do concurso 2982 da Mega-Sena sorteado nesta terça (10)
Brasil

Sorteio comemorativo dos 30 anos da Mega-Sena será em 24 de maio

Todas as apostas realizadas na Mega-Sena passarão a ser exclusivas para o sorteio especial de 30 anos desta loteria a partir deste domingo (17). O prazo final para apostas individuais para este concurso especial (nº 3010) é até as 22h do dia 23 de maio, no horário de Brasília. Para quem preferir participar de bolões da Mega-Sena 30 Anos, as cotas podem ser adquiridas até as 10h de 24 de maio, domingo, data do sorteio em comemoração aos 30 anos desta modalidade de loteria. A Caixa Econômica Federal esclarece que todo sorteio especial de loterias tem um período de vendas exclusivas, como no caso da Mega-Sena 30 anos. Por este motivo, o calendário de apostas é reorganizado. “Não se trata de suspensão (das apostas)”, explicou a Caixa à Agência Brasil. Como apostar Os interessados não precisam aguardar até domingo para apostar na edição especial de 30 anos da Mega-Sena. Os palpites já podem ser feitos nas lotéricas de todo o país; pelo site Loterias Caixa e aplicativo da Caixa, disponível para usuários das plataformas Android e iOS; e pelo internet Banking Caixa, canal exclusivo para correntistas do banco público. O valor da aposta simples, com seis dezenas marcadas, é R$ 6. Sorteio especial A instituição esclarece que o concurso não acumula, se não houver ganhadores na faixa principal, como ocorre em outros sorteios especiais, a exemplo das edições da Mega da Virada, Dupla de Páscoa, Quina de São João e Lotofácil da Independência. Caso ninguém acerte os seis números sorteados, o prêmio será redistribuído entre os acertadores da segunda faixa (acerto de cinco números). Se ainda assim não houver ganhadores, passa para a terceira faixa e assim sucessivamente, conforme as regras da modalidade. Premiação garantida Nesta quarta-feira (13), a Caixa estimou que o prêmio do sorteio especial poderá alcançar R$ 200 milhões. Caso um apostador conquiste sozinho a Mega-Sena 30 anos e aplique integralmente o valor do prêmio na poupança, o rendimento no primeiro mês alcançaria o valor aproximadamente R$ 1,34 milhão, considerando os parâmetros atuais de rentabilidade deste investimento, calcula a instituição financeira. Saiba mais no portal Loterias Caixa. Leia Também: Capes abre inscrições para intercâmbio nos EUA; saiba como participar

Maiara
Famosos

Maiara sobe em mesa de bar, canta para o público e vira taça de vinho em Goiânia

A cantora Maiara, da dupla com Maraisa, chamou a atenção do público ao subir em uma mesa de bar para cantar durante a gravação do DVD do trio Donas do Bar, em Goiânia. O momento aconteceu na noite desta terça-feira (12), em um bar localizado no Jardim Atlântico. A dupla participou do projeto como convidada especial, ao lado do cantor Panda. Durante a apresentação, Maiara deixou o palco e subiu em uma das mesas próximas ao público para continuar cantando. Maiara subiu em cima da mesa pic.twitter.com/8yBpNa59kF — MeM Deia União 2⃣ (@Andeia03217170) 13 de maio de 2026 Maiara faz show na mesa de bar Em seguida, retornou ao palco e pegou uma taça de vinho que estava com a irmã, Maraisa. A cantora então bebeu todo o conteúdo da taça e, logo depois, girou o objeto no ar, levando os fãs ao delírio. Após a apresentação, Maiara atendeu admiradores presentes no evento, tirando fotos e interagindo com o público antes de deixar o local acompanhada pelo segurança. No mesmo dia, Maiara e Maraisa também comemoraram o desempenho da música “90/10”, que alcançou posição de destaque nas plataformas de streaming.   Marcelão tirando a Maiara de cima da mesa como se fosse uma boneca. Ela: “calma aí Marcelão”. pic.twitter.com/wVbyv7MNFk — Mundinho das Carlas (@MayaScutichio) 13 de maio de 2026 Leia também: Dupla argentina acusa Anitta e Shakira de plágio em “Choka Choka”  

Meio Ambiente

Fragmentos de vegetação nativa cresceram no país 163% em 38 anos

As porções isoladas de vegetação nativa cresceram de 2,7 milhões, em 1986, para 7,1 milhões, em 2023, em todo o país, conclui um novo estudo do Mapbiomas divulgado nesta quarta-feira (13). O aumento de 163%, em 38 anos, demonstra como o desmatamento no Brasil transformou grandes extensões contínuas de cobertura verde em pequenos fragmentos remanescentes. Os dados são do Módulo de Degradação, uma plataforma desenvolvida pelo MapBiomas, que permite a análise, integração de dados e monitoramento das transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil. Pela primeira vez, a fragmentação – processo de divisão de grandes extensões de vegetação nativa – foi analisada. Além do aumento na quantidade, os pesquisadores também constataram a diminuição do tamanho dos fragmentos. Enquanto no início da série histórica a média de tamanho dos fragmentos era de 241 hectares, em 2023 eles encolheram para um tamanho médio de apenas 77 hectares. Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Dhemerson Conciani, que coordena o Módulo de Degradação, os dados preocupam porque o tamanho dos fragmentos de vegetação nativa tem relação direta com a quantidade e variedade da fauna e da flora presente. “Cada vez que diminui o tamanho de um fragmento de vegetação nativa, mais problemas aparecem: aumenta o risco de extinções locais das espécies, diminui a chance de recolonização por indivíduos vindos de outros fragmentos vizinhos e maior é a proporção do efeito de borda (perda de características naturais mais presentes nas margens próximas às áreas degradas)”, analisa Conciani. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Biomas De acordo com o estudo, quase 5% da vegetação nativa do Brasil, o equivalente a 26,7 milhões de hectares, está em fragmentos menores que 250 hectares. E as pequenas porções isoladas estão mais presentes na Mata Atlântica, onde elas respondem por quase 28% da vegetação nativa remanescente – ou 10 milhões de hectares. Em quantidade absoluta de fragmentos, a Mata Atlântica e o Cerrado são os que mais possuem porções isoladas de vegetação nativa, sendo 2,7 milhões em cada bioma. Para Natalia Crusco, coordenadora técnica de Mata Atlântica no MapBiomas, o avanço da fragmentação nos dois biomas ocorre por razões diferentes. “Enquanto no Cerrado o aumento no número de fragmentos está associado ao avanço do desmatamento e à divisão de grandes remanescentes de vegetação nativa em áreas menores; na Mata Atlântica, parte desse aumento também pode ser explicada por um processo no sentido oposto ao desmatamento, ou seja, pelo surgimento de múltiplas áreas de recuperação da vegetação secundária”. Nos biomas Amazônia, Caatinga, Pampa e Pantanal o número de fragmentos foi de respectivamente quase 662 mil, 600 mil, 324 mil e 45 mil, em 2023. Ao longo dos 38 anos observados, Pantanal e a Amazônia foram os que sofreram mais fragmentação, com aumento de 350% e 332%, respectivamente. No Pampa, o número de porções isoladas cresceu 285% e no Cerrado aumentou 172%. Caatinga e Mata Atlântica variaram menos, mas ainda tiveram aumento de fragmentação de suas vegetações com crescimentos de 90% e 68%, respectivamente. Em redução de fragmentos, a Amazônia foi a mais impactada. As porções de vegetação nativa no bioma encolheram 82% ao longo do período estudado. Enquanto em 1986, a média de tamanho dos fragmentos era de 2.727 hectares; em 2023, essa média caiu para 492 hectares. Novidade Os dados trazidos pelo Módulo de Degradação permitiram uma nova análise aos pesquisadores: a identificação de distúrbios no dossel de formações florestais – cobertura formada pelas copas das árvores mais altas – em toda a Amazônia Legal. Entre 1988 e 2024, foi detectado algum sinal de distúrbio, ao longo de, pelo menos, um mês, em 24,9 milhões de hectares, área equivalente a 7% da cobertura de floresta na Amazônia Legal. Na prática, são clareiras resultantes de secas, ventos, incêndios, corte seletivo de madeira, efeito de borda ou outras perturbações. Segundo os pesquisadores, o corte seletivo de madeira é uma das principais causas de distúrbio de dossel na Amazônia Legal. Durante o período estudado, foram identificados 9,7 milhões de hectares com indícios de corte seletivo. Degradação Fatores como fragmentação, efeito de borda, fogo e corte seletivo nem sempre resultam em desmatamento com a terra exposta, mas degradam os biomas. O detalhamento da plataforma do Mapbiomas aponta que 24% de toda a vegetação nativa remanescente do Brasil está exposta a pelo menos um vetor de degradação, uma área equivalente a 134 milhões de hectares. Segundo Dhemerson Conciani, o maior entendimento desses dados fortalece a formulação e implementação de políticas públicas para redução das emissões de gases do efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação. “Ao detectar a degradação de forma precoce é possível reverter esse processo e estabelecer áreas prioritárias para recuperação da vegetação nativa e consequente conservação das funções e serviços ambientais de ecossistemas”, conclui o pesquisador. * Matéria alterada para correção de informação – no título e no segundo parágrafo – no percentual de crescimento referente à vegetação nativa. O percentual anterior foi divulgado pela assessoria, porém revisto e comunicado à reportagem.  FONTE: AGENCIA BRASIL

Meio Ambiente

Fragmentos de vegetação nativa cresceram no país 260% em 38 anos

As porções isoladas de vegetação nativa cresceram de 2,7 milhões, em 1986, para 7,1 milhões, em 2023, em todo o país, conclui um novo estudo do Mapbiomas divulgado nesta quarta-feira (13). O aumento de 260%, em 38 anos, demonstra como o desmatamento no Brasil transformou grandes extensões contínuas de cobertura verde em pequenos fragmentos remanescentes. Os dados são do Módulo de Degradação, uma plataforma desenvolvida pelo MapBiomas, que permite a análise, integração de dados e monitoramento das transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil. Pela primeira vez, a fragmentação – processo de divisão de grandes extensões de vegetação nativa – foi analisada. Além do aumento na quantidade, os pesquisadores também constataram a diminuição do tamanho dos fragmentos. Enquanto no início da série histórica a média de tamanho dos fragmentos era de 241 hectares, em 2023 eles encolheram para um tamanho médio de apenas 77 hectares. Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Dhemerson Conciani, que coordena o Módulo de Degradação, os dados preocupam porque o tamanho dos fragmentos de vegetação nativa tem relação direta com a quantidade e variedade da fauna e da flora presente. “Cada vez que diminui o tamanho de um fragmento de vegetação nativa, mais problemas aparecem: aumenta o risco de extinções locais das espécies, diminui a chance de recolonização por indivíduos vindos de outros fragmentos vizinhos e maior é a proporção do efeito de borda (perda de características naturais mais presentes nas margens próximas às áreas degradas)”, analisa Conciani. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Biomas De acordo com o estudo, quase 5% da vegetação nativa do Brasil, o equivalente a 26,7 milhões de hectares, está em fragmentos menores que 250 hectares. E as pequenas porções isoladas estão mais presentes na Mata Atlântica, onde elas respondem por quase 28% da vegetação nativa remanescente – ou 10 milhões de hectares. Em quantidade absoluta de fragmentos, a Mata Atlântica e o Cerrado são os que mais possuem porções isoladas de vegetação nativa, sendo 2,7 milhões em cada bioma. Para Natalia Crusco, coordenadora técnica de Mata Atlântica no MapBiomas, o avanço da fragmentação nos dois biomas ocorre por razões diferentes. “Enquanto no Cerrado o aumento no número de fragmentos está associado ao avanço do desmatamento e à divisão de grandes remanescentes de vegetação nativa em áreas menores; na Mata Atlântica, parte desse aumento também pode ser explicada por um processo no sentido oposto ao desmatamento, ou seja, pelo surgimento de múltiplas áreas de recuperação da vegetação secundária”. Nos biomas Amazônia, Caatinga, Pampa e Pantanal o número de fragmentos foi de respectivamente quase 662 mil, 600 mil, 324 mil e 45 mil, em 2023. Ao longo dos 38 anos observados, Pantanal e a Amazônia foram os que sofreram mais fragmentação, com aumento de 350% e 332%, respectivamente. No Pampa, o número de porções isoladas cresceu 285% e no Cerrado aumentou 172%. Caatinga e Mata Atlântica variaram menos, mas ainda tiveram aumento de fragmentação de suas vegetações com crescimentos de 90% e 68%, respectivamente. Em redução de fragmentos, a Amazônia foi a mais impactada. As porções de vegetação nativa no bioma encolheram 82% ao longo do período estudado. Enquanto em 1986, a média de tamanho dos fragmentos era de 2.727 hectares; em 2023, essa média caiu para 492 hectares. Novidade Os dados trazidos pelo Módulo de Degradação permitiram uma nova análise aos pesquisadores: a identificação de distúrbios no dossel de formações florestais – cobertura formada pelas copas das árvores mais altas – em toda a Amazônia Legal. Entre 1988 e 2024, foi detectado algum sinal de distúrbio, ao longo de, pelo menos, um mês, em 24,9 milhões de hectares, área equivalente a 7% da cobertura de floresta na Amazônia Legal. Na prática, são clareiras resultantes de secas, ventos, incêndios, corte seletivo de madeira, efeito de borda ou outras perturbações. Segundo os pesquisadores, o corte seletivo de madeira é uma das principais causas de distúrbio de dossel na Amazônia Legal. Durante o período estudado, foram identificados 9,7 milhões de hectares com indícios de corte seletivo. Degradação Fatores como fragmentação, efeito de borda, fogo e corte seletivo nem sempre resultam em desmatamento com a terra exposta, mas degradam os biomas. O detalhamento da plataforma do Mapbiomas aponta que 24% de toda a vegetação nativa remanescente do Brasil está exposta a pelo menos um vetor de degradação, uma área equivalente a 134 milhões de hectares. Segundo Dhemerson Conciani, o maior entendimento desses dados fortalece a formulação e implementação de políticas públicas para redução das emissões de gases do efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação. “Ao detectar a degradação de forma precoce é possível reverter esse processo e estabelecer áreas prioritárias para recuperação da vegetação nativa e consequente conservação das funções e serviços ambientais de ecossistemas”, conclui o pesquisador. FONTE: AGENCIA BRASIL

Internacional

Trump visita Xi Jinping na China em meio ao atoleiro da guerra no Irã

A visita do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, à China, para encontro com o presidente Xi Jinping, na noite desta quarta-feira (13), no horário de Brasília, captura a atenção do planeta em meio a guerra no Irã que segue abalando as relações internacionais e a economia global. Vista por Washington como ameaça à liderança econômica e tecnológica que os EUA tentam preservar no mundo, a China foi alvo prioritário da guerra tarifária iniciada por Trump logo no início do 2ª mandato, em abril de 2025.    A reação da China às tarifas, incluindo restrições à exportação de terras raras, minerais essenciais para setores da tecnologia e de defesa dos EUA, fez Trump recuar na imposição de altas tarifas aos produtos chinesas.   Ao lançar a ofensiva contra o Irã, no final de fevereiro, Trump prejudicou também os interesses de Pequim, principal consumidora do petróleo de Teerã e que deseja ver reaberto o Estreito de Ormuz, por onde transitavam 20% do petróleo mundial antes da guerra.  Para analistas consultados pela Agência Brasil, a disputa comercial e tecnológica entre Washington e Pequim pode ser aproveitada pelo Brasil para melhorar a posição do país no cenário global, em especial, devido ao fato de o país ter a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo, com cerca de 22%, atrás apenas da China.  Trump desmoralizado O encontro entre Trump e Xi Jinping estava marcado para o final de março, mas foi adiado devido à guerra no Oriente Médio, que teria, entre os objetivos, além de projetar Israel, barrar a expansão econômica da China na Ásia Ocidental.   O analista geopolítico Marco Fernandes, membro do Conselho Popular do Brics, avaliou que Trump calculou errado que conseguiria derrubar o governo no Irã rapidamente, chegando em Pequim em condições de impor a Xi Jinping acordos mais favoráveis à Washington. “Ele achou que chegaria a Pequim com todas as cartas na mão para pressionar Xi, mas faltou combinar com os iranianos. Agora, Trump está chegando derrotado. Nunca um presidente dos EUA chegou em uma reunião com um presidente da China tão enfraquecido e desmoralizado como Trump agora”, disse. O também analista geopolítico da publicação Brasil de Fato destacou que, mesmo um dos principais ideólogos do imperialismo dos EUA, o neoconservador Robert Kagan, reconheceu, dias atrás, em artigo, que Trump saiu derrotado após tentar derrubar o regime político iraniano. Fernandes destaca, no entanto, que Xi Jinping conseguiu manter o crescimento das exportações chinesas mesmo após o tarifaço de Trump. Ainda assim, a China deve tentar pressionar Trump para pôr um fim definitivo à guerra no Oriente Médio. “Há, claramente, uma triangulação sendo feita, nesse momento, entre Pequim, Moscou e Teerã. Não foi à toa que Araghchi (ministro das Relações Exteriores do Irã) esteve em Pequim na semana passada, e já esteve em Moscou. Rússia e China estão intermediando, pelo Irã, para que haja uma solução pacífica e a guerra termine. Isso seria o principal ponto do encontro para Xi Jinping”, completou. Taiwan Em conversas com jornalistas no início da semana, Donald Trump informou que deve tratar com Xi Jinping sobre a venda de armas dos EUA para Taiwan, província autônoma da China com aspirações de independência política. Pequim não aceita o reconhecimento de Taiwan independente, o que costuma ser expressado na política de “uma só China”. “A firme oposição da China à venda de armas americanas para a região de Taiwan, território chinês, é consistente e clara”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, ao responder aos jornalistas nesta semana. O professor de Relações Internacionais do Ibmec José Luiz Niemeyer, avalia que a China vai cobrar os EUA para não incentivar, de qualquer forma, uma Taiwan independente. “Eles vão ficar discutindo o que cada um poderia fazer nos espaços considerados vitais de cada um. Vão discutir o limite até onde o outro pode ir. Essa vai ser a discussão principal. E os EUA definiram a América Latina como área de defesa de Washington”, explicou. A doutrina do governo Trump tem pregado a proeminência de Washington na América Latina, assim como o combate à influência da China no continente. Pequim é o principal parceiro comercial da maioria dos países na América do Sul, incluindo o Brasil. Até os anos 2000, eram os EUA o principal parceiro das economias sul-americanas.  Para o especialista do Ibmec, a China está em uma posição mais confortável nas negociações, tanto que foi Trump que foi a Pequim, e não Xi Jinping que foi a Washington. “Tenho a impressão que essa visita mostra uma necessidade de aproximação dos EUA com a China. Me parece que o encontro tende a dar mais frutos para a agenda chinesa do que para a norte-americana”, completou José Luiz Niemeyer. Terras raras O tema das terras raras também deve estar no centro dos debates entre Trump e Xi Jinping, na avaliação do professor do Ibmec José Niemeyer. Esses minerais são essenciais para as indústrias militar, da tecnologia e da transição energética, com a China liderando a produção desses insumos. “Os EUA precisam muito de dois minerais de terras raras, que é o samário e o neodímio, fundamentais para indústria bélica, para construção de ímãs usados em mísseis. E os EUA não dispõem desses materiais, a China sim”, lembrou. O analista Marco Fernandes ressalta que a indústria dos EUA já tem acesso aos minerais críticos da China, mas pondera que Pequim pode impor novas restrições, como fez durante o tarifaço, que prejudicam os negócios norte-americanos. Na última semana, a China começou a aplicar a lei anti-sanções do país. Aprovada em 2021, ela proíbe que empresas no país reconheçam as sanções dos EUA. A medida foi uma reação a sanções recentes de Washington contra empresas na China que fazem negócios com os iranianos. “Isso é uma novidade na postura da China de ser assertiva em relação aos EUA. Cada vez que os EUA subirem o tom, apostando em sanções e outras medidas anti-chinesas, eles vão dar o troco. Isso é importante porque é um capítulo novo

Capes abre inscrições para intercâmbio nos EUA; saiba como participar
Brasil

Capes abre inscrições para intercâmbio nos EUA; saiba como participar

Professores da rede pública brasileira já podem se inscrever no Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Língua Inglesa nos Estados Unidos (PDPI), iniciativa gratuita que oferece formação continuada em universidades americanas. As inscrições seguem abertas até 11 de junho e devem ser feitas por meio de formulário online disponível nos portais da Capes e da Comissão Fulbright. Antes disso, os candidatos precisam cadastrar currículo na Plataforma Freireda Capes. Nesta edição, o programa disponibiliza 189 vagas distribuídas entre os estados brasileiros. A formação será oferecida nos níveis básico, intermediário e avançado. O PDPI é uma iniciativa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior em parceria com a Comissão Fulbright e a embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Os professores selecionados participarão de um curso intensivo de seis semanas em universidades norte-americanas. As instituições de ensino serão definidas pelas organizações responsáveis, de acordo com a modalidade e a disponibilidade de vagas. O programa cobre praticamente todos os custos da experiência internacional. Entre os benefícios oferecidos estão: • passagem aérea internacional• ajuda de custo de US$ 700• reembolso da taxa do visto americano• seguro saúde• hospedagem no campus universitário• alimentação• material didático• taxas escolares• transporte dentro dos Estados Unidos• passagem aérea nacional e hospedagem para a orientação pré-embarque Para participar, é necessário: • ter nacionalidade brasileira ou visto permanente no Brasil• ser professor concursado da rede pública com estágio probatório concluído• estar atuando em sala de aula na educação básica• lecionar língua inglesa em escola pública federal, estadual, municipal ou distrital• possuir passaporte válido• não ter recebido benefício semelhante de instituições brasileiras ou americanas Os candidatos também passarão por um teste de proficiência em inglês TOEFL ITP, oferecido gratuitamente de forma online entre 22 de junho e 12 de julho. Além do exame, haverá análise documental e etapas classificatórias. O resultado final será divulgado em 3 de agosto. Os embarques para os Estados Unidos estão previstos para acontecer entre 15 e 17 de janeiro de 2027, com retorno ao Brasil nos dias 26 e 27 de fevereiro.

Quem tem que portar arma é a polícia, que é profissional, diz Geraldo Alckmin
Brasil

Quem tem que portar arma é a polícia, que é profissional, diz Geraldo Alckmin

Ó vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira, 12, que quem deve portar armas é a polícia, por ser uma força profissional. Ele aproveitou o discurso no lançamento do novo programa do governo federal para desarticular o crime organizado, o Brasil Contra o Crime Organizado, para criticar o governo de Jair Bolsonaro. Segundo ele, na administração anterior, a única política de segurança pública era distribuir armas para a população. “73% das mortes violentas intencionais são por arma de fogo. O feminicídio é por arma de fogo. Quanto mais a gente deixar na rua a polícia, melhor será a solução. Parabéns pelo trabalho”, disse Alckmin, referindo-se ao lançamento da nova iniciativa. Dados mostram avanço da letalidade policial mesmo sem grandes operações, com destaque para alta na Baixada Santista; cenário contrasta com queda de crimes como homicídios e roubos, enquanto governo atribui aumento ao combate a organizações criminosas | 19h20 – 21/04/2026

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