Bofill foi posteriormente transferido para o Centro de Detenção de Krome, em Miami-Dade, onde permanece sob custódia.
O músico havia participado da Latin Alternative Music Conference e se apresentado no Pocket Jazz Club, em Manhattan. Segundo a Miami New Times, ele retornava a Miami quando foi detido no aeroporto.
A situação migratória é alvo de versões distintas: o ICE afirma que Bofill entrou legalmente nos Estados Unidos em abril de 2023, mas posteriormente violou os termos de sua admissão no país. A agência o descreve como um imigrante cubano em situação irregular.
A mulher do músico, Mara Delgado, afirma que o marido tem um pedido de asilo pendente e que o processo ainda não havia chegado à entrevista inicial quando ele foi detido. Em entrevista à CBS News Miami, ela relatou o temor de que Bofill seja deportado.
“Estou preocupada com a possibilidade de ele ser deportado, porque não sei quando poderei vê-lo novamente”, declarou. Segundo a emissora, o ICE afirmou que o músico terá direito ao devido processo legal.
Bofill e Delgado se conheceram em Cuba e se casaram em 2023, mesmo ano em que o percussionista chegou aos Estados Unidos. Após a detenção, ela criou uma campanha de arrecadação para bancar despesas jurídicas e uma possível fiança, estabelecendo uma meta de US$ 60 mil (o equivalente a R$ 311 mil).
O artista ganhou o Grammy Latino de Melhor Álbum Folclórico em 2022 por sua participação em “Ancestros Sinfónico”, trabalho que reúne música de tradição afro-cubana e contou com Bofill nos tambores batá e nos coros.
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