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Pantanal Rio Verde News

Riedel é reeleito e alcança maior vantagem da história das eleições de MS

Por redacao • outubro 5, 2026

Governador supera Fábio Trad no primeiro turno e garante mais quatro anos à frente do Executivo estadual

Um grupo de alianças com oito partidos, um antecessor eleito duas vezes governador e um mandato de quatro anos foram mais que suficientes para reeleger o governador Eduardo Riedel (PP) para mais um mandato à frente do Executivo estadual. Ele venceu o adversário Fábio Trad (PT), com a maior diferença percentual da história das eleições sul-mato-grossenses, conforme apurado pelo Jornal O Estado desde 1982.

Eduardo Riedel teve 67,07% das escolhas do eleitorado, um total de 914.323 votos. Já o segundo lugar, reservado ao petista, somou 23,68%, com 322.807 votos. João Henrique Catan (Novo) ficou em terceiro lugar, com 7,24% dos votos, à frente de Delcídio Amaral (PRD), que chegou a registrar 1,06%. Renato Gomes (DC) fez 0,41%; Lucien Rezende (PSOL) ficou com 0,33%; Daniel Lemes (PCO), com 0,1%; e Jeferson Bezerra (Agir), 0,07%.

O governador também conquistou um feito que havia sido alcançado apenas por André Puccinelli: ganhar uma reeleição em primeiro turno, o que antes havia ocorrido em 2010, quando o agora deputado estadual eleito venceu Zeca do PT.

Ao falar na chegada do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso do Sul), Riedel cumprimentou as instituições que fizeram parte das eleições, mesmo em um dia chuvoso. “Mas, se olharmos os números, foram baixíssimos problemas diante de todos os desafios. O processo eleitoral é muito duro, difícil, uma jornada intensa. Queria agradecer a cada um dos sul-mato-grossenses a confiança em um projeto para o Estado de Mato Grosso do Sul.”

A capacidade de organizar um conjunto de partidos em torno desse projeto também foi destacada por ele, que agradeceu à presidente do partido, PP, senadora Tereza Cristina. “Temos uma representatividade no Senado com essa dimensão, Tereza, Reinaldo Azambuja, Capitão Contar. Isso é muito simbólico para o momento que o Brasil atravessa, discussões sérias a serem debatidas, e tenho certeza que essa bancada vai defender com unhas e dentes os valores que queremos para o nosso país.”

“Sentimento de dever cumprido. A gente conseguiu transmitir à sociedade o que foram esses quatro anos de trabalho; os resultados falam por si. Os números que o Mato Grosso do Sul tem apresentado ao Estado e ao Brasil são fruto de trabalho. Então, o que a gente fez na campanha foi mostrar isso e olhar para frente. O que a sociedade pode esperar dessa gestão Eduardo Riedel nos próximos quatro anos, com todos aqueles que forem eleitos para o Senado, para a Assembleia Legislativa e para o Congresso Nacional. Acho que o sentimento é aquele de dever cumprido”, disse Riedel.

Fábio Trad (PT) falou mais cedo sobre a campanha que fez em Mato Grosso do Sul. “Visitamos 70 cidades de carro, não de jatinho, e nós fizemos questão de ouvir a população, de escutar a população. E as reclamações, minha gente, são muitas”, declarou.

Abstenções

Em meio às condições climáticas adversas, 478.044 eleitores deixaram de comparecer às urnas em Mato Grosso do Sul. Conforme os dados da Justiça Eleitoral, 2.021.869 pessoas estavam aptas a votar no Estado, sendo que 2.007.862 pertenciam às seções totalizadas. Desse universo, 1.529.818 eleitores compareceram para votar.

A abstenção corresponde a aproximadamente 23,8% do eleitorado das seções totalizadas. Embora não seja possível atribuir diretamente as ausências às condições climáticas, a chuva intensa, os ventos fortes e os problemas no fornecimento de energia fizeram parte do cenário enfrentado pelos eleitores ao longo do domingo.

A abstenção eleitoral em Mato Grosso do Sul atingiu o maior percentual das últimas quatro eleições gerais. Dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O comparecimento ficou em 1.529.818, ou 76,19%.

O índice mantém uma sequência de alta registrada desde 2014. Naquele ano, 373.371 eleitores deixaram de votar, representando 20,53% do eleitorado. Em 2018, a abstenção subiu para 398.404 pessoas, ou 21,21%. Já em 2022, foram 440.788 ausentes, correspondentes a 22,08%.

Entre 2014 e 2026, portanto, o número de eleitores que não foram às urnas aumentou em 104.673, enquanto o percentual de abstenção avançou 3,28 pontos percentuais. Os dados de comparecimento e abstenção são disponibilizados nas estatísticas eleitorais do TSE.

Fonte: oestadoonline

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