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Pantanal Rio Verde News

Investigado na Operação Dinheiro Suado tem fiança de R$ 48,6 mil após ser preso com arma em Campo Grande

Por redacao • outubro 8, 2026

Um homem, de 32 anos, investigado no âmbito da Operação Dinheiro Suado, teve a fiança arbitrada em R$ 48.630 após ser preso em flagrante por posse irregular de arma de fogo, em Campo Grande. A prisão ocorreu nesta quarta-feira (7), no bairro Lagoa Dourada.

A operação foi deflagrada pela Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado) e tem como alvo um grupo suspeito de transportar cocaína da Bolívia para diferentes regiões do Brasil. A ação cumpre mandados em Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e São Paulo.

Durante as buscas na residência do investigado, os policiais encontraram uma pistola calibre .380, acompanhada de 51 munições, escondida no sofá da sala. Questionado sobre o armamento, o homem afirmou ser o proprietário e acabou preso em flagrante.

Durante o interrogatório na Polícia Federal, o investigado foi acompanhado por um advogado e optou por permanecer em silêncio.

Como o crime pelo qual foi preso possui pena máxima de até quatro anos, a Polícia Federal arbitrou fiança de R$ 48.630, equivalente a 30 salários mínimos. O valor foi estabelecido levando em consideração a capacidade econômica do investigado, que possui uma casa de alto padrão e dois veículos de elevado valor comercial, avaliados em aproximadamente R$ 500 mil.

Conforme as investigações, o homem já possuía antecedentes por tráfico de drogas. O caso segue sob investigação.

Operação Dinheiro Suado

A Ficco deflagrou, nesta quarta-feira (7), a Operação Dinheiro Suado contra um grupo suspeito de transportar cocaína da Bolívia para diferentes regiões do Brasil. A organização, que teria atuação em Mato Grosso do Sul, é alvo de mandados cumpridos em Minas Gerais, Goiás e São Paulo.

Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão e sete de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados. As ordens foram expedidas pela Justiça, que também determinou o sequestro de até R$ 7,85 milhões em bens e valores.

A medida atinge sete pessoas físicas e três empresas, além de prever o bloqueio de veículos e outras medidas de caráter patrimonial.

As investigações começaram após a prisão de um dos suspeitos, em novembro de 2025, em Uberlândia (MG). A partir da análise do material apreendido, os investigadores identificaram indícios de uma estrutura voltada ao tráfico internacional de drogas, principalmente cocaína proveniente da Bolívia, que posteriormente seria distribuída em diferentes regiões do país.

Durante o trabalho investigativo, foram encontrados comprovantes bancários que apontam para uma movimentação de aproximadamente R$ 4,5 milhões. Os investigadores também identificaram veículos, empresas e outros bens que, segundo os elementos reunidos no inquérito, estariam ligados à estrutura patrimonial utilizada pelo grupo.

Os envolvidos poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de tráfico transnacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As medidas de bloqueio e sequestro de patrimônio têm como objetivo atingir recursos que, segundo a investigação, estariam relacionados às atividades criminosas.

OEstadoOnline

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