A China lançou neste domingo (24) a missão espacial Shenzhou-23, considerada uma das etapas mais importantes do programa aeroespacial do país na corrida para enviar astronautas à Lua até 2030. O foguete Longa Marcha 2F decolou do Centro de Lançamento de Jiuquan, no deserto de Gobi, levando três astronautas rumo à estação espacial Tiangong. A operação marca o primeiro voo espacial de um astronauta de Hong Kong. Li Jiaying, de 43 anos, ex-policial do território semiautônomo chinês, integra a tripulação ao lado do comandante Zhu Yangzhu, engenheiro aeroespacial de 39 anos, e de Zhang Zhiyuan, ex-piloto da força aérea chinesa, também de 39 anos. A China manterá um dos astronautas em órbita por um ano A principal novidade da missão será a permanência de um dos tripulantes por um período de um ano em órbita, experiência inédita para o programa espacial chinês. Segundo a Agência Espacial Tripulada da China (CMSA), a definição do astronauta escolhido será feita de acordo com o andamento da missão. O objetivo é estudar os efeitos da microgravidade prolongada no corpo humano, informação essencial para futuras viagens de longa duração, incluindo missões tripuladas à Lua e a Marte. Durante a estadia na Tiangong, os astronautas também realizarão experimentos em áreas como física de fluidos, medicina, ciências da vida e pesquisa de materiais. Leia mais: Nasa captura imagens do “lado oculto da Lua”; veja fotos Nos últimos anos, a China ampliou de forma acelerada seus investimentos no setor espacial e passou a disputar protagonismo com os Estados Unidos, responsáveis pelo programa Artemis. O avanço do programa espacial chinês ganhou força após o país ser excluído da Estação Espacial Internacional em 2011, quando os EUA proibiram a Nasa de cooperar com a China. Desde então, Pequim passou a investir em projetos independentes e acumulou feitos históricos, como o pouso de uma sonda no lado oculto da Lua em 2019 e o envio de um robô a Marte em 2021.
A Rússia lançou na madrugada deste domingo (24) um dos maiores ataques aéreos contra a Ucrânia desde o início da guerra, atingindo Kiev e outras regiões do país com centenas de drones e dezenas de mísseis. Ao menos quatro pessoas morreram, sendo duas na capital ucraniana, e mais de 60 ficaram feridas, segundo autoridades locais. De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, o bombardeio envolveu 600 drones e 90 mísseis. As defesas antiaéreas conseguiram neutralizar 549 drones e 55 mísseis, enquanto ao menos 19 projéteis não chegaram aos alvos previstos. Explosões foram registradas em diferentes pontos de Kiev durante a madrugada, provocando incêndios e danos em áreas residenciais e comerciais. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os ataques atingiram “prédios residenciais comuns, escolas” e incendiaram um mercado tradicional da capital. Segundo ele, o bombardeio também destruiu o Museu de Chernobyl e danificou o Museu Nacional de Arte. Leia mais: Ucrânia lança um dos maiores ataques aéreos contra Moscou Kiev após ataque russo (Foto: Serviço Estadual de Emergências da Ucrânia) Zelensky já havia alertado que Moscou preparava um novo ataque de grande escala com o uso do míssil Oreshnik. O aviso, segundo o presidente ucraniano, foi baseado em informações compartilhadas pelos serviços de inteligência da Ucrânia. Em publicação nas redes sociais, Zelensky informou ter conversado neste domingo com o presidente da França e com o primeiro-ministro da Noruega para discutir a resposta internacional aos bombardeios. “Sou grato a todos que não se calam diante do que a Rússia está fazendo”, declarou. Ataque ucraniano deixou 21 mortos na Rússia A ofensiva russa ocorreu após o ataque de drones contra um alojamento universitário em Starobilsk, na região de Luhansk ocupada por Moscou. Autoridades russas afirmam que 21 pessoas morreram e outras 42 ficaram feridas após a ação atribuída a Kiev. A escalada também ampliou a tensão diplomática no Conselho de Segurança da ONU. Durante reunião emergencial convocada pela Rússia, o embaixador ucraniano Andrii Melnyk rejeitou as acusações de crimes de guerra feitas por Moscou e afirmou que as operações realizadas por Kiev tinham como alvo estruturas militares.
As presidências da 30ª e da 31ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP) apresentaram, na Dinamarca, na última semana, a proposta preliminar para o Acelerador Global de Implementação Climática. A iniciativa lançada em novembro de 2025, em Belém, durante a COP30 sob a presidência do Brasil, prioriza ações com maior potencial, com capacidade de ganhar escala global e com mais velocidade de entrega de soluções de combate às mudanças do clima. Na prática, a intenção é transformar o debate de textos jurídicos em execução de soluções rápidas e reais na próxima conferência do clima, a ser promovida em conjunto com Turquia e Austrália (copresidentes da COP31), em Antália (Turquia), em novembro deste ano. A apresentação a representantes de cerca de 40 países deste diferencial estratégico, com maior pragmatismo econômico, ocorreu durante a reunião Ministerial do Clima de Copenhague, tradicionalmente realizada na capital dinamarquesa. O encontro de alto nível é o último antes das sessões de meio de ano da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Bonn, na Alemanha, preparatórias para as COPs. Integrante da delegação brasileira, a CEO da COP30, Ana Toni, explicou, que o Acelerador é um mecanismo cooperativo e voluntário com o maior potencial de desencadear e produzir efeitos em cadeia. “A proposta é acelerar soluções, como tecnologias, procedimentos e metodologias, incluídas em Planos de Aceleração de Soluções nas diferentes iniciativas e objetivos da Agenda de Ação”, disse Ana Toni. Mapas do Caminho Os chefes de delegação também debateram temas como os Mapas do Caminho (Roadmaps) da Presidência da CPO30 sobre combustíveis fósseis e desmatamento até 2030, como acordado na COP28, em Dubai, em 2023. Ao todo, a Presidência da COP30 recebeu 444 contribuições para os mapas do caminho internacionais sobre combustíveis fósseis e desmatamento, após consulta realizada entre fevereiro e abril. O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, garante que são conhecidas as soluções científicas e de invenção de novas tecnologias necessárias para limitar o aquecimento global à meta mais segura do Acordo de Paris (1,5°C acima dos níveis pré-industriais), mas que o desafio da crise climática envolve financiamento e transferência de tecnologia que permitam aos países implementar essas mudanças a tempo. “A Presidência da COP30 está se esforçando para trazer as melhores informações para que os debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis tenham o melhor embasamento possível. Assim, os caminhos que forem traçados serão viáveis e permitirão acelerar o combate à mudança do clima”, disse o diplomata André Corrêa do Lago. Durante os dois dias de sessões, também foram abordados temas como a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), o futuro do regime climático e adaptação aos impactos da mudança do clima. Autocrítica Sobre o chamado “regime climático”, que é o conjunto de regras, tratados e conferências internacionais que gerenciam a crise climática global, a diretora de Clima da Secretaria de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, a embaixadora Liliam Chagas, entende que há um movimento de amadurecimento dos países para que as negociações durante as COPs sejam mais focadas. A autocrítica dessas nações tem feito, de forma mais organizada, que estes países se concentrem em avançar, efetivamente em temas relativos à redução das emissões de gases de efeito estufa. “O regime está passando por uma fase de transição, da negociação, dos compromissos, para uma fase de implementação daquilo que já foi acordado”, destaca a embaixadora brasileira. A diretora ressalta que dez anos após o Acordo de Paris, adotado em 2015, durante a COP21, os países ainda mantêm e reforçam os compromissos de desenvolver políticas de combate à mudança do clima, planos nacionais de adaptação e de trabalhar para ter recursos financeiros globais que custeiem a transição para uma economia de baixo carbono. FONTE: AGENCIA BRASIL
Na área atendida pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Purus, unidade descentralizada do Sistema Único de Saúde (SUS), vivem 11 mil pessoas das etnias Apurinã, Jamamadi, Jaminawa, Kaxarari, Kaxinawá / Huni Kuin, Madiha / Kulina e Manchineri. São 155 aldeias, com populações que variam de 30 a 300 pessoas, onde idiomas de três troncos linguísticos diferentes dividem espaço com o português, ou dão conta da comunicação por completo. A depender da aldeia, se está no Acre, Amazonas ou Rondônia, é possível chegar de caminhonete ou barco quando o clima está bom, ou apenas de quadriciclo, botes ou helicópteros quando as condições são desfavoráveis. Curso de vacinação em áreas indígenas. Foto: – Kislane de Araújo Dias/Arquivo Pessoal Há também as peculiaridades culturais. O atendimento é descentralizado, respeitando crenças e práticas tradicionais de cada etnia. Os Jamamadi se organizam politicamente ao redor de 11 clans principais, mas um impera sobre os outros dez. “Então, se você acertar algo com um cacique que não é do clã principal, você pode sair do território achando que está tudo combinado e, quando voltar lá, vai ver que voltou à estaca zero”, alerta Apurinã. “Se a gente não souber desses detalhes, e de fato entender como é a estrutura de cada povo, a gente vai estar colocando a carroça na frente dos bois, e não vai conseguir fazer o serviço”, conclui o coordenador sobre os desafios de levar uma das principais estratégias de saúde pública – a vacinação – aos territórios indígenas. Ainda assim, a turma do Zé Gotinha consegue chegar. Como é inviável manter unidades de saúde em todas as aldeias, cada região tem um polo base, de onde os profissionais saem para atender as comunidades, passando até 40 dias trabalhando de forma itinerante. A localização das aldeias não impõe um desafio só de percurso, mas também de armazenagem: os frascos de vacina precisam ficar constantemente refrigerados, em uma temperatura entre 2º e 8º celsius para manter sua eficácia. Freezers instalados nos barcos, caixas térmicas e bobinas de gelo é que garantem esse padrão. Quem planeja as atividades no DSEI Alto Rio Purus é a enfermeira Kislane de Araújo Dias, responsável técnica pela área de Imunizações e Doenças Imunopreveníveis do Dsei. Ela explica que todo trabalho é baseado no censo vacinal, uma grande planilha com os dados de todas as famílias, onde as equipes monitoram quem vai precisar tomar qual vacina a cada incursão. “É assim que a gente sabe também quantas doses de cada vacina vamos usar em cada aldeia, para transferir só esse quantitativo exato do estoque para a caixa de movimento diário. Geralmente, a equipe escolhe um local central na aldeia, onde as pessoas são atendidas, mas a gente também vai de casa em casa se precisar, e faz busca ativa dos faltosos.” Todas as questões logísticas e culturais demandam um planejamento minucioso, de acordo com a enfermeira Evelin Plácido, que atuou em territórios indígenas por muitos anos e hoje oferece capacitações em imunização para outros profissionais de saúde, a frente da CapacitaImune. “Ao contrário do contexto urbano em que as pessoas vão até a imunização, nas áreas indígenas é a vacina que precisa ir até as pessoas. Então, a gente tem que conhecer bem os equipamentos, quantas horas vão durar cada percurso e as rotas precisam ser muito bem estabelecidas antes de ir para o território, para que a gente não exponha a vacina a uma temperatura inadequada, por exemplo.” No início de maio, Evelin esteve em Rio Branco, capital do Acre, ministrando um curso para profissionais que atendem as populações indígenas do estado, e também outras comunidades de difícil acesso. Além de repassar com eles as normas técnicas mais atualizadas e as formas corretas de armazenar, aplicar e descartar os frascos de vacina, a enfermeira compilou uma série de informações, que sentia falta quando atuava na ponta. “Um conteúdo essencial são as informações sobre as bases imunológicas, para eles entenderem como cada vacina interage com o sistema imune, e a parte sobre os efeitos adversos. Até para o profissional conseguir explicar para as pessoas que elas são uma parte normal de um processo que está prevenindo uma coisa muito maior”, diz a enfermeira, que também é Diretora da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Ela complementa: “Fui percebendo que, ao longo do tempo, que não adianta você ser um profissional excelente, ter o melhor equipamento, conhecer tudo das vacinas, entender sobre técnicas de aplicação, se você não souber se comunicar com as pessoas.” Por isso, os profissionais também aprenderam técnicas para comunicar melhor as informações à população. Kislane, responsável técnica do DSEI Alto Rio Purus, diz que isso é especialmente importante na saúde indígena. “Eu não posso simplesmente chegar lá e dizer: ‘É isso aqui e você vai ter que aceitar’. A gente orienta as equipes a fazer uma roda de conversa e explicar para a comunidade que é um imunobiológico que vai conferir proteção contra aquela doença que os povos indígenas estão suscetíveis.” O curso é oferecido pela farmacêutica MSD, que fornece quatro vacinas ao Programa Nacional de Imunizações do Sistema Único de Saúde: HPV, Hepatite A, Varicela e Pneumo-23. A gerente-médica de vacinas da empresa, Aline Okuma, explica que esta é a quarta capacitação oferecida para profissionais que atuam na saúde indígena ou em áreas remotas. “Todo mundo precisa de capacitação, só que nas grandes capitais, a chance dos profissionais receberem isso é muito maior do que em áreas mais remotas. A gente identifica muito que algumas práticas não são harmonizadas e acho que essa é a grande valia desse curso: harmonizar práticas, adaptando para o cenário local” Povos que vivem em áreas de difícil acesso já estão sendo vacinados – Foto: Kislane de Araújo Dias/Arquivo Pessoal Até um dos maiores trunfos do Programa Nacional de Imunizações do Sus acaba sendo um desafio para a atualização dos profissionais. O calendário básico de vacinação oferece mais de 20 vacinas e não para de crescer ou de se aperfeiçoar: só nos últimos meses, foram incorporadas as novas vacinas contra
Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela Agência Brasil e que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo. Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram: Ter que arcar com um custo maior de vida – 53% Problemas de saúde física – 45% Obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40% Adoecimento mental – 32% Perda de renda – 17% Perda de emprego – 10% A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%). A preferência pelo Estado como o agente mais adequado para apresentar soluções de mitigação e outras medidas pertinentes surpreendeu os pesquisadores. “Também é um dado muito preocupante, porque ele tira ou não coloca a responsabilidade em cima dos empregadores. Cada vez mais a gente vai ter eventos climáticos extremos e eles têm um papel muito importante em garantir a proteção dos trabalhadores no processo de transição também”, complementa a diretora-executiva do Aurora Lab, Gabriela Vuolo. O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação. Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho. As entrevistas também sondaram a avaliação das pessoas sobre a ligação entre a transição e a configuração social do país. A maioria (45%) acredita que a passagem para outros estágios energéticos promoverá redução das desigualdades sociais, contra 40% que acreditam que haverá uma manutenção ou, então, um aumento das desigualdades (23% acham que vão aumentar + 17% que não vão mudar). Segundo Gabriela Vuolo, parte dos respondentes imagina que até mesmo os salários poderão aumentar. De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima. A pesquisa Clima, Trabalho e Transição Justa será compartilhada no encontro “Quem move o Brasil? Debates sobre Trabalho, Energia e Desenvolvimento”. As entrevistas realizadas para a análise contaram com a participação de pessoas com 16 anos de idade ou mais, de nove capitais: Belém, Brasília, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O questionário foi aplicado entre maio e setembro de 2025. FONTE: AGENCIA BRASIL
A aeronave havia decolado de Jundiaí, interior de São Paulo, às 6h48. Apenas o piloto estava no jatinho, segundo o Corpo de Bombeiros de Santa Catarina.A asa direita da aeronave, onde fica o armazenamento do combustível, quebrou durante o incidente. Houve vazamento de combustível e os bombeiros usaram espuma de combate a incêndio para reduzir a dispersão de vapores inflamáveis e evitar um possível incêndio. O piloto foi avaliado pelas equipes de atendimento pré-hospitalar no local da ocorrência. Ele não teve ferimentos. Uma empresa especializada foi acionada pelo Aeroclube de Santa Catarina para realizar a retirada do combustível restante na aeronave, bem como o armazenamento adequado do material. A aeronave é um Cessna Aircraft, fabricada em 1998, com oito lugares, incluindo o do piloto. Tem Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade válida até julho deste ano e está em nome de uma empresa de investimentos.As causas do incidente serão apuradas. Leia Também: Acidente entre ônibus e caminhão deixa ao menos oito mortos em MG
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (23) que um acordo entre Washington e o Irã está “amplamente negociado” e pode representar um avanço importante para encerrar a guerra que já dura meses no Oriente Médio. Além disso, Trump declarou que o Estreito de Ormuz deverá ser reaberto, o que reduziria tensões no comércio internacional de petróleo e transporte no marítimo. Segundo Trump, os detalhes finais do memorando de entendimento ainda estão sendo discutidos e devem ser divulgados “em breve”. Em publicação na rede Truth Social, o presidente americano afirmou que o acordo envolve os Estados Unidos, a República Islâmica do Irã e outros países da região. Ainda assim, ele reconheceu que alguns pontos podem sofrer alterações até a conclusão das negociações. Paralelamente, fontes ligadas às conversas afirmam que o texto prevê a redução gradual das sanções americanas e a reabertura parcial do Estreito de Ormuz. Por outro lado, a agência estatal iraniana Fars negou a versão apresentada por Trump. De acordo com o governo iraniano, o estreito continuará sob controle de Teerã e não haverá “livre passagem” como antes da guerra. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou que qualquer decisão sobre a hidrovia deverá ser tomada em conjunto entre o Irã, Omã e os demais países da região, sem participação direta dos Estados Unidos. Além disso, autoridades iranianas reforçaram que o país não pretende abrir mão de seu programa nuclear. Enquanto isso, líderes regionais seguem atuando como mediadores nas negociações. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, elogiou os “esforços extraordinários” de Trump para buscar a paz. Segundo ele, uma série de conversas telefônicas entre os Estados Unidos e países do Golfo, além de Turquia, Egito, Jordânia e Paquistão, ajudou a aproximar posições. O governo paquistanês afirmou que as negociações das últimas 24 horas trouxeram “progressos encorajadores” rumo a um entendimento final. Além das tratativas com os países árabes, Trump também conversou com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O governo israelense acompanha as negociações com preocupação, especialmente em relação ao programa nuclear iraniano e ao enriquecimento de urânio. Apesar do clima de otimismo demonstrado pela Casa Branca, líderes iranianos mantiveram um discurso duro. O negociador iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf afirmou que o país “não recuará dos direitos da nação” e alertou que uma retomada da guerra poderia provocar consequências ainda mais graves para os Estados Unidos.
Os números sorteados no Espaço da Sorte, em São Paulo, foram: 03 – 30 – 33 – 35 – 45 – 47. Assim como ocorre nos concursos especiais da Caixa, o prêmio da Mega-Sena 30 anos não acumula. Caso não haja ganhadores na faixa principal, de seis dezenas, o valor será dividido entre os acertadores da segunda faixa (com o acerto de cinco números), e assim por diante. A Mega-Sena foi lançada em 11 de março de 1996 e já se consolidou como o jogo mais popular do país ao movimentar R$ 115,2 bilhões desde o primeiro sorteio, de acordo com o banco. Ao longo dessas três décadas, a modalidade distribuiu R$ 43,8 bilhões em prêmios e R$ 46 bilhões em repasses sociais. A probabilidade de acerto para quem faz uma aposta de seis números (no valor de R$ 6) da Mega-Sena é de uma em mais de 50 milhões. Na aposta com sete números (que custa R$ 42), a chance sobe para uma em 7,1 milhões. Leia Também: Acidente entre ônibus e caminhão deixa ao menos oito mortos em MG
SÃO PAULO, SP (UOL/) – Ao menos oito pessoas morreram após uma batida entre uma carreta e um caminhão na BR-251, em Santa Cruz de Salinas (MG). O acidente aconteceu pouco antes das 6h no km 236 da pista, sentido Bahia. Os dois veículos bateram de frente, segundo a Polícia Rodoviária Federal. O caminhão, que estava carregado de sucata, e o ônibus, que era intermunicipal, pegaram fogo após a colisão. Algumas das vítimas ficaram presas às ferragens dos veículos. O coletivo tinha como destino o estado da Bahia e a carreta ia em direção a Santa Cruz de Salinas. A cidade onde o acidente aconteceu fica a mais de 700 km de Belo Horizonte e a 54 km da divisa de Minas com a Bahia. Todos os mortos estavam dentro do ônibus e ficaram com os corpos carbonizados, segundo os bombeiros. Não há até o momento a informação de quantas pessoas estavam em cada veículo e a suspeita da corporação é de que uma das vítimas mortas seja uma criança. Ao menos cinco pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais da região. O estado de saúde delas não foi divulgado. A rodovia seguia totalmente interditada às 10h30 para atuação dos bombeiros. A Polícia Rodoviária Federal informou que a comunicação no local é escassa, pois não há sinal de celular na área. Há ao menos 15 quilômetros de congestionamento de cada um dos lados da pista. Não há previsão para liberação da rodovia.
Um tiroteio nas imediações da Casa Branca, em Washington, D.C., terminou com a morte de um homem e deixou um civil gravemente ferido neste sábado (23). O episódio levou ao isolamento imediato da área e a uma grande operação das forças de segurança norte-americanas. O presidente Donald Trump, que estava no local durante uma reunião oficial, não foi atingido. A ocorrência começou após um indivíduo se aproximar de um posto de segurança na região da Pennsylvania Avenue e abrir fogo contra agentes. A ação desencadeou uma resposta imediata da segurança, que revidou e atingiu o suspeito. Ferido, o homem chegou a ser levado a um hospital da região em estado crítico, mas não resistiu. Um civil também foi atingido durante o confronto e permanece em estado grave. Nenhum agente de segurança ficou ferido. Leia mais: ‘Lobo solitário’: Ataque a tiros marca jantar com Trump Casa Branca entra em alerta após disparos O ataque provocou o bloqueio completo do entorno da sede do governo norte-americano, com reforço de equipes policiais. Trump estava na Casa Branca participando de uma reunião sobre possíveis negociações de paz com o Irã e foi colocado em segurança durante a ação. O FBI passou a atuar em conjunto com o Serviço Secreto na investigação do caso. O diretor da agência, Kash Patel, afirmou em publicação na rede X que o trabalho de apuração está em andamento. “Atualizaremos o público assim que possível”, escreveu. As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do ataque.