O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso sobre as negociações com o Irã e afirmou nesta segunda-feira (25) que só aceitará um acordo “excelente” para os interesses norte-americanos. A declaração foi publicada nas redes sociais em meio às tentativas diplomáticas para encerrar a guerra iniciada no Oriente Médio no fim de fevereiro. O republicano criticou o acordo nuclear firmado em 2015 durante o governo de Barack Obama e atacou adversários do Partido Democrata. Segundo ele, um eventual entendimento com Teerã será “ótimo e significativo” ou “não haverá acordo algum”. O republicano afirmou que não repetirá o modelo do acordo conhecido como JCPOA, classificado por ele como um “desastre” que teria facilitado o avanço nuclear iraniano. A manifestação marca mais uma mudança de tom do presidente em poucos dias. No sábado (23), Trump disse acreditar que um acordo estava próximo. Teerã e governo Trump minimizam avanço das negociações Em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, reconheceu nesta segunda-feira que houve avanços parciais nas conversas com Washington, mas negou que um acordo esteja perto de ser concluído. Segundo Baghaei, ainda “não há nenhuma garantia de que os Estados Unidos cumprirão seus compromissos”. Ele também afirmou que o programa nuclear iraniano permanece fora das discussões neste momento e reiterou que Teerã exige o encerramento completo da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano, antes de avançar sobre temas nucleares. Leia mais: Trump diz que acordo com Irã está perto e prevê reabertura do Estreito de Ormuz O representante iraniano criticou ainda as constantes mudanças de posicionamento da Casa Branca. De acordo com ele, declarações contraditórias dificultam o andamento das tratativas diplomáticas. Além de Teerã, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou em Nova Déli que Washington continuará apostando na diplomacia antes de avaliar “alternativas”. Segundo Rubio, “há uma proposta bastante sólida em relação à capacidade do Irã de abrir o Estreito, conseguir a abertura do Estreito, iniciar uma negociação real, significativa e com prazo determinado sobre a questão nuclear”.
Milhares de manifestantes ocuparam as ruas de La Paz nesta segunda-feira (25) para exigir a renúncia do presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, em meio ao avanço da crise política e econômica no país. Os atos chegaram à quarta semana consecutiva com bloqueios em rodovias, paralisações e denúncias de falta de alimentos, combustíveis e medicamentos em diferentes regiões bolivianas. O movimento começou no início de maio após uma convocação da Central Operária Boliviana (COB), principal entidade sindical do país. Desde então, grupos ligados a sindicatos e movimentos sociais mantêm cerca de cinquenta bloqueios em estradas estratégicas, afetando o abastecimento principalmente em La Paz e El Alto. Os manifestantes rejeitam as reformas econômicas propostas pelo governo, cobram reajustes salariais e responsabilizam a gestão pela distribuição de gasolina de baixa qualidade, que teria causado danos em milhares de veículos. A deterioração econômica aprofundou o desgaste do governo de Rodrigo Paz, eleito há apenas seis meses. A Bolívia enfrenta a pior crise financeira das últimas quatro décadas, impulsionada pela escassez de dólares, pela inflação e pela dificuldade de importação de produtos básicos. Em abril, a inflação acumulada atingiu 14% na comparação anual, enquanto postos de gasolina, mercados e hospitais passaram a enfrentar problemas constantes de abastecimento. Nas últimas semanas, longas filas se formaram em postos de combustíveis e centros de distribuição de alimentos. Hospitais também relataram dificuldades para obter medicamentos e insumos. O aumento dos bloqueios intensificou a pressão sobre o governo, que tenta conter o avanço das manifestações sem conseguir restabelecer totalmente a circulação de mercadorias. O ex-presidente do país, Evo Morales, defende a convocação de novas eleições presidenciais em 90 dias (Foto: Reprodução/ @evoespueblo) Leia mais: Bolívia enfrenta escalada de protestos em meio a crise econômica Durante uma cerimônia oficial em Sucre, Rodrigo Paz anunciou a redução de 50% do próprio salário e dos vencimentos de seus ministros. Segundo o presidente, a medida representa um gesto de “compromisso com o país” diante do agravamento da crise. Ex-presidente da Bolívia pede novas eleições O presidente acusa o ex-mandatário Evo Morales de incentivar os atos e de tentar desestabilizar o governo. A administração boliviana denunciou as manifestações à Organização dos Estados Americanos (OEA) e afirmou que os protestos ameaçam a ordem democrática do país. No domingo (24), Evo Morales defendeu a convocação de novas eleições presidenciais em até 90 dias. Durante seu programa semanal na rádio Kawsachun Coca, o ex-presidente afirmou que a saída para evitar violência passa pela renúncia de Rodrigo Paz e pela formação de um governo de transição. “Paz tem 2 caminhos: uma decisão suicida: militarizar, ou a pacificação, transição, eleição em 90 dias. (….) Para que não haja mortos, para que não haja feridos, a pacificação passa por sua renúncia e que um presidente de transição convoque eleições nesse prazo”, declarou. Morales governou a Bolívia entre 2006 e 2019 e deixou o cargo após denúncias de fraude eleitoral durante sua tentativa de reeleição. Impedido de disputar a eleição presidencial de 2025 por decisão constitucional que limitou novas candidaturas consecutivas. Já Rodrigo Paz venceu a disputa presidencial de outubro de 2025 contra Jorge Tuto Quiroga e encerrou quase vinte anos de governos ligados à esquerda no país. Ainda, a crise boliviana mobilizou apoio internacional. No sábado (23), os EUA anunciaram o envio de ajuda alimentar e apoio logístico à Bolívia. Em publicação na rede social X, o Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental informou que o governo Trump pretende auxiliar as populações afetadas pelos bloqueios de estradas.
A cantora Anitta anunciou nesta segunda-feira (25) a “Equilibrivm Tour”, nova turnê nacional que divulgará o álbum mais recente da artista. O anúncio foi feito nas redes sociais da cantora, que confirmou apresentações em cinco cidades brasileiras entre agosto e setembro deste ano. A turnê passará por Porto Alegre, São Paulo, Fortaleza, Niterói e Salvador. Confira as datas confirmadas: 1º de agosto — Porto Alegre (RS) 8 de agosto — São Paulo (SP) 15 de agosto — Fortaleza (CE) 22 de agosto — Niterói (RJ) 29 de agosto — Salvador (BA) O álbum “Equilibrivm”, lançado neste ano, marca uma nova fase da cantora e reúne influências do funk, pop, ritmos latinos e elementos da música brasileira contemporânea. O projeto teve forte repercussão nas plataformas digitais logo após o lançamento. Leia mais: Shakira lança a música oficial da Copa do Mundo de 2026; confira Exercitar de manhã ou à noite: qual é melhor para manter a disciplina? Anitta e “Equilibrivm” Com carreira consolidada dentro e fora do país, Anitta é atualmente uma das artistas brasileiras de maior projeção internacional, acumulando sucessos em português, espanhol e inglês. Este é o oitavo álbum de estúdio da cantora que, em 2025, foi indicada ao Grammy. “Eu vou lançar um álbum novo, chama ‘Equilibrium’, porque a gente precisa de um balanço na vida, né?”, disse Anitta durante o anúncio.
A Comissão Especial na Câmara dos Deputados iniciou há pouco a análise da proposta do fim da escala 6×1. O colegiado pretende votar o relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais. O Executivo e a Câmara fecharam um acordo nesta segunda-feira (25) que estabelece o prazo de 60 dias para o fim da escala 6×1 após a promulgação da proposta de emenda à Constituição (PEC). Com a mudança, o trabalhador passará a folgar dois dias por semana já no início da transição. Também nesse prazo a jornada será reduzida de 44 horas para 42 horas semanais, e 12 meses após a promulgação, a jornada deve cair para as 40 horas semanais. O acordo foi anunciado pelo presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), acompanhado dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho, e de Relações Institucionais, José Guimarães. “A transição se dará dentro de um ano, não mais do que isso. Nós faremos a redução de 44 horas para 40 horas em um ano, após essa primeira redução de 2 horas. Isso atende um apelo da classe trabalhadora e também escuta o setor produtivo. Dá um tempo para que os setores possam se organizar”, afirmou Motta. Ao iniciar a reunião, o presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), agradeceu o empenho de Motta na tramitação da proposta e disse que a ação do governo foi fundamental para o avanço do debate. “O momento político de a gente ter um governo que tem compromisso com a classe trabalhadora também nos ajudou. Tem um conjunto de fatores que permite que a gente possa estar fazendo história nesse momento”, afirmou. A proposta, após a promulgação da PEC, em 60 dias: início da escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso; jornada reduzida de 44 horas semanais para 42 horas. Em 1 ano: jornada deve cair de 42 horas para 40 horas semanais. O trabalhador que hoje faz 44 horas em seis dias de trabalho terá o direito de fazer 42 horas em, no máximo, cinco dias de trabalho, após os 60 dias da promulgação. Após 12 meses, a jornada será reduzida para 40 horas semanais, o que dá 8 horas por dia em cinco dias de trabalho e dois de descanso (5×2).>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Regras para MEI O presidente da Câmara, Hugo Motta, antecipou a proposta para que os microempreendedores individuais (MEI) sejam autorizados a contratar mais empregados, aumentando ainda o valor do faturamento. Atualmente, os MEI só podem contratar um trabalhador e devem ter um faturamento bruto de até R$ 81 mil por ano para se enquadrar nessa categoria. “A ideia nossa é poder avançar, permitindo que esses empreendedores possam contratar mais pessoas, já que estamos reduzindo a jornada de trabalho. Isso irá trazer um avanço significativo, principalmente para buscarmos a formalidade do trabalho”, explicou Motta. A mudança para os MEI e possíveis alterações para categorias específicas devem ser tratadas depois da aprovação da PEC, em projeto de lei com urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Posteriormente à promulgação da PEC, possamos tratar das excepcionalidades que possam ser feitas de acordo com o projeto de lei, com a particularidade de cada setor, porque nós não queremos que essa medida venha, de certa forma, a trazer nenhuma dificuldade naquilo que é uma questão operacional para serviços que têm cada um a sua especificidade”, acrescentou Hugo Motta. FONTE: AGENCIA BRASIL
O apresentador Faustão foi internado no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, para realizar um procedimento médico já previsto desde o ano passado. Segundo informações divulgadas pela assessoria, Faustão passou por uma retirada de sonda gástrica e apresenta quadro estável. A previsão é que ele receba alta hospitalar nesta terça-feira (26). Em nota, a equipe do apresentador afirmou que “está tudo sob controle e normalidade clínica”. Leia mais: Príncipe William diz que espera ser convidado para o casamento de Taylor Swift Shakira lança a música oficial da Copa do Mundo de 2026; confira A saúde de Faustão Nos últimos anos, Faustão enfrentou uma série de problemas de saúde. Em 2023, o apresentador passou por um transplante de coração devido a um quadro de insuficiência cardíaca. Já em 2025, realizou um transplante de fígado e um retransplante renal no Hospital Albert Einstein. Fausto Silva é considerado um dos maiores nomes da televisão brasileira, com trajetória marcada principalmente pelo comando do “Domingão do Faustão”, exibido durante décadas na TV Globo.
SÃO PAULO, SP (UOL/) – Um motorista bateu um carro de luxo em um acidente ocorrido na madrugada de ontem, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Até esta segunda-feira (25), ele ainda não havia sido localizado. Chovia fraco na região no momento do acidente. Moradores relataram em grupos de condomínio que a batida ocorreu por volta das 3h40 e que motorista estava em alta velocidade antes de atingir as grades centrais da Avenida Antártica. Ninguém ficou ferido. O veículo, um Porsche Macan, pegou fogo após a colisão. As duas pessoas que estavam no carro fugiram antes da chegada das autoridades. Segundo testemunha, uma delas teria sofrido queimaduras na calça ao deixar o automóvel. Corpo de Bombeiros e Polícia Militar foram acionados para atender a ocorrência. Eles chegaram minutos depois do acidente. Vídeos gravados por moradores mostram agentes tentando apagar o fogo, que espalhou fumaça pela região. A perícia também esteve no local. Proprietário do carro não foi localizado até esta segunda (25). Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o caso foi registrado choque e incêndio no 7º Distrito Policial (Lapa). Leia Também: Menina de 11 anos morre após ser jogada em piscina para ‘brincadeira’ em AL
O Prêmio Fundação Bunge, que entra em sua última semana de inscrição, terá dois temas de destaque nesta edição: transferência de tecnologias para agricultura familiar e produção em cenários de estresse térmico e hídrico. A escolha dos temas segue a lógica dos últimos anos: a de apostar em tecnologias com potencial para definir as próximas décadas de desenvolvimento e estabelecer pontes aplicáveis tanto na agricultura comercial de exportação quanto na agricultura voltada para o mercado interno de alimentos. A ideia, portanto, é dialogar com produtores, com a própria área de atuação da empresa – a Bunge é uma multinacional do setor de alimentos – e com os trabalhos acadêmicos de excelência na área. “A agricultura tropical sustentável, hoje, é o futuro do mundo. A solução para os desafios da agricultura se encontra cada vez mais no sul global. A produção no Brasil já é muito sustentável, integrando lavoura, pecuária e floresta e utilizando tecnologias como bioinsumos. Agora queremos olhar para esses avanços em relação ao desafio da produção com poucos recursos hídricos”, aponta Cláudia Calais, diretora-executiva da Fundação. “Já a agricultura familiar tem um papel importantíssimo, assim como a produção de larga escala, afinal é o que põe alimento na nossa mesa, mas também o que ajuda a manter os sistemas florestais preservados o suficiente para garantir clima e biodiversidade, sem os quais não há possibilidade de produção de grãos”, complementa Cláudia Calais. >> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp Inscrição e prêmio Inspirada no Nobel, premiação é considerada um dos principais reconhecimentos científicos do país. A 71ª edição receberá indicações até domingo (31) feitas por instituições de estudo e pesquisa, como institutos tecnológicos e universidades. >> Clique aqui e acesse o regulamento da premiação Ao todo, serão quatro prêmios, dois por tema, um voltado para pesquisadores ou ativistas que tenham destaque na área, com trajetória consolidada, e outro para pesquisadores iniciantes, com até 35 anos. Além do valor financeiro – R$ 200 mil para a categoria Vida e Obra e R$ 80 mil para a categoria Juventudes – há também acompanhamento posterior, com apoio para novas parcerias e aplicação das tecnologias e experiências de destaque em outros cenários, tendo plataformas institucionais como referência. “Mais importante do que o prêmio financeiro em si é o reconhecimento que proporciona. Esse reconhecimento ele passa não só por uma questão pessoal que acho que é importante de você reconhecer profissionais que se dedicam. Fazer ciência no mundo não é fácil, mas fazer ciência no Brasil é mais complicado ainda né?”, destaca a diretora. Cláudia Calais explica que nos últimos anos, tem se tornado mais comum premiar pesquisadores com atuação fora do eixo Rio-São Paulo. O que antes era uma exceção, tem se tornado mais comum, com a expansão, a partir dos anos 2.000, de institutos de pesquisa e universidades pelo interior do país. “Temos encontrado produção relevante e original em uma diversidade cada vez maior de instituições. Isso contribui também para se encontrar práticas diferentes e sistematização de soluções locais, mas com potencial de integração à produção de alimentos industrial, competitiva e de escala global.” O edital pode ser conferido no site da Fundação. Lá também é possível conhecer um pouco da história do prêmio, que já reconheceu trajetórias de 200 pessoas, entre os quais nomes como Mariangela Hungria, Adalberto Luis Val, Erico Veríssimo, Hilda Hilst, Jorge Amado, Lygia Fagundes Telles, Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz, Marcelo Rubens Paiva, Oscar Niemeyer, Carlos Chagas Filho, Gilberto Freyre, Paulo Freire, Celso Lafer, Fernando Abrucio, Elisabete Aparecida de Nadai Fernandes, Durval Dourado Neto, Juvêncio da Silva Cardoso (Dzoodzo Baniwa) e Ygor Jessé Ramos. FONTE: AGENCIA BRASIL
Pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) estão desenvolvendo uma terapia avançada que já demonstrou desempenho promissor no controle de uma complicação grave que acomete muitos pacientes após o transplante de medula óssea e pode levar à morte. A doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH) se instala quando as células imunológicas presentes na medula doada identificam o organismo do receptor como estranho e passam a atacá-lo. Os problemas podem surgir nos primeiros 100 dias após o transplante, caracterizando uma doença aguda, ou até anos depois, na forma crônica. As regiões mais atacadas, nos casos agudos, são a pele e o sistema gastrointestinal, ocasionando sintomas como vermelhidão, ardência, náuseas, cólicas e mal funcionamento do fígado. Já a DECH crônica pode atingir todo o corpo e, em casos graves, provocar rigidez nos movimentos, dificuldade de respiração e úlceras. >> Siga o canal da Agência Brasil no Já a alternativa que está sendo desenvolvida pela primeira vez no Brasil, chamada de MesenCell, utiliza células-tronco mesenquimais, retiradas da medula óssea de doadores, processadas em laboratório e congeladas até o uso. A responsável técnica do Centro de Tecnologia Celular da PUCPR e coordenadora do projeto, Carmen Kuniyoshi Rebelatto, explica que o objetivo é atuar na origem a doença. “Quem ataca principalmente são as células do tipo T e B, e a nossa terapia diminui a proliferação dessas células. É um efeito que a gente consegue ver até em laboratório. Então, ela atua na base, liberando alguns fatores solúveis que vão modular todo o sistema imunológico do paciente, diminuindo a proliferação dessas células e melhorando toda a inflamação”, complementa. A princípio, o MesenCell seria indicado para pacientes que não melhoram com os remédios tradicionais, ou que não podem utilizá-los, por conta da sua toxicidade. Além disso, nem todos os medicamentos recomendados estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). O grupo de pesquisa já realizou um estudo-piloto com 11 pacientes de DECH crônica, utilizando as mesmas células-troncos, mas diluídas com uma outra substância. Agora vão fazer um novo estudo clínico, com 20 pessoas, utilizando uma mistura que se mostrou mais viável. Entre os pacientes do estudo-piloto, metade apresentou remissão completa. Mas o medicamento levou à melhora de 75% dos comprometimentos gastrointestinais e 100% dos sintomas de pele, mesmo nos casos mais graves. “Esses pacientes desenvolvem esclerodermia, uma deposição de fibrobastos na pele, e ela fica endurecida, como se fosse uma carapaça, e aí o paciente vai perdendo mobilidade. A gente conseguiu reverter esse processo”, conta Carmen. A nova fase de testes começa em setembro, em três centros de referência no Paraná: Complexo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, Hospital Erasto Gaertner e Hospital Nossa Senhora das Graças. A pesquisa está sendo custeada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Posteriormente, o grupo de pesquisa espera firmar parceria com alguma empresa farmacêutica para viabilizar a produção do medicamento em larga escala. FONTE: AGENCIA BRASIL
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta segunda-feira (25), que a educação é ferramenta central para a formação de consciência crítica e para a superação de desigualdades – algo que, na avaliação do presidente, é visto como ameaça pela extrema direita. A declaração foi durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), evento que reúne líderes de universidades brasileiras e africanas mobilizadas pela Association of African Universities (AAU). Durante o discurso, Lula lembrou que, durante a Cúpula de Líderes Celac-África, ocorrida em março em Bogotá, foram sugeridos cinco eixos estruturantes para o relacionamento entre os países participantes do encontro. Após citar os cinco eixos (combate à fome; enfrentamento à mudança do clima; transição energética; democratização da inteligência artificial; e integração de cadeias produtivas), o presidente brasileiro afirmou que a educação é ferramenta para a superação de todos esses desafios. Segundo ele, a extrema direita teme a educação porque sabe que é a partir dela que nasce a consciência das pessoas sobre a realidade em que vivem. “Por isso, em várias partes do mundo, a extrema direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade. Negam a ciência, censuram as artes e transformam as salas de aula em instrumento de dominação”, disse ao defender o poder emancipador da educação. “O pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia, à xenofobia e todas as formas de discriminação”, acrescentou ao afirmar que as universidades seguirão como bastiões da resistência. Inteligência Artificial Lula destacou também a relevância da educação para o desenvolvimento científico e tecnológico dos países. Nesse sentido, reiterou a importância da Inteligência Artificial enquanto ferramenta estratégica. “O colonialismo digital é uma ameaça real e imediata. Nas mãos de poucos países e poucas empresas, os algoritmos se transformaram em instrumentos de dominação. Sem investir em infraestrutura digital, não será possível superar carências crônicas em alta tecnologia, saúde, agricultura e educação básica”, argumentou ao defender que os modelos de linguagem da IA sejam construídos também nas línguas dos povos africanos. Ele acrescentou que o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial contempla duas linhas de financiamento para cooperação com África e América Latina. “São US$ 20 milhões para projetos conjuntos e US$ 10 milhões para o uso de infraestruturas de Inteligência Artificial brasileiras para fomentar a colaboração entre nossos pesquisadores”, complementou. Universidades africanas Secretário-geral da Associação de Universidades Africanas, Olusola Oyewle disse que o apoio do Brasil às universidades do continente africano teve início durante o primeiro mandato do presidente Lula, mas que há ainda muito a ser feito. “O Brasil apoia a capacitação das nossas universidades há vários anos. Começou com bolsas de estudo e foi além, para trabalhar com colaboração de pesquisa entre as nossas universidades”, disse. “Precisamos descolonizar o nosso currículo, e melhorar as nossas atividades de pesquisa na própria África. Precisamos de países como o Brasil para nos apoiar nesse esforço”, acrescentou. Programa Capes Move África Durante o evento, foram assinados acordos relativos ao programa Capes Move África, que prevê R$ 47,4 milhões em investimentos para a vinda de 2,6 mil pós-graduandos do continente africano ao Brasil a partir de 2027. Segundo o Planalto, deste total, 1,6 mil bolsas serão voltadas a mestrado sanduíche (situação em que o mestrado é feito em uma instituição, com base em pesquisa feita em outra instituição); e 1 mil bolsas de doutorado sanduíche. Fórum O fórum de reitores tem, entre seus objetivos, o de “consolidar a educação superior como eixo central da relação bilateral entre o Brasil e os países do continente africano”, servindo de plataforma estratégica para ampliar as oportunidades de integração acadêmica, científica e tecnológica entre os países. Estão previstos, durante o evento, painéis temáticos, reuniões bilaterais, workshops e sessões focadas na construção de novas parcerias universitárias. A expectativa é que, por meio das atividades previstas, o Brasil aprofunde parcerias e intercâmbios com instituições acadêmicas do continente africano, de forma a promover novos acordos institucionais, programas de mobilidade estudantil, intercâmbio científico e cooperação em áreas estratégicas. Entre as áreas a serem beneficiadas por essas parcerias estão agricultura, energias renováveis, mineração, petróleo e gás, aeroespacial, inteligência artificial e ciências humanas. Segundo o Planalto, o Brasil participa, atualmente, de 235 acordos de cooperação com instituições de educação superior de 38 países africanos. FONTE: AGENCIA BRASIL
O cantor Israel, da dupla Israel & Rodolffo sofreu um acidente na madrugada desta segunda-feira (25), na BR-153, em Goiânia, após atropelar um cavalo que estava solto na pista. Apesar do susto, o artista não sofreu ferimentos. Segundo informações divulgadas pela assessoria da dupla, Israel retornava para casa depois de um compromisso profissional e dirigia dentro da velocidade permitida quando o acidente aconteceu. Ainda conforme a equipe do cantor, um veículo que trafegava à frente mudou de faixa repentinamente e sem sinalizar. Logo em seguida, o sertanejo se deparou com o cavalo no meio da rodovia e não teve tempo suficiente para frear ou desviar, atingindo o animal. Leia mais: Três pessoas morrem após carro sair da pista e atingir trabalhadores na BR-153, em Rialma Funcionários do Super Barão fazem protesto em Goiânia e cobram salários atrasados e rescisões Segundo a PRF, a colisão aconteceu na altura do km 494 da BR-153 e causou apenas danos materiais. O cavalo morreu no local devido ao impacto. A assessoria reforçou que Israel está bem e não precisou de atendimento médico após o acidente. Israel e Rodolffo Formada pelos goianos Israel Antônio e Rodolffo Matthaus, a dupla Israel & Rodolffo nasceu em Jaraguá, Goiás, em 1999, e ganhou projeção nacional nos últimos anos com sucessos sertanejos como “Batom de Cereja”.