O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou nesta sexta-feira a visita oficial de três dias à China após encontros com o presidente chinês, Xi Jinping, em meio às tentativas de reduzir tensões entre as duas maiores economias do mundo. A viagem terminou sem anúncios concretos de novos acordos, mas com sinais de aproximação em temas comerciais e divergências ainda abertas sobre Taiwan. O principal foco esteve nas negociações comerciais e nos temas estratégicos que vêm marcando a relação entre Washington e Pequim nos últimos anos. Na segunda reunião entre os líderes, realizada em Zhongnanhai, sede do governo chinês, Trump afirmou que os dois governos discutiram a guerra envolvendo o Irã e concordaram que Teerã não deve possuir armas nucleares. O Ministério das Relações Exteriores chinês declarou que o conflito “nunca deveria ter acontecido”. Os discursos públicos feitos pelos presidentes procuraram demonstrar disposição para reduzir o clima de rivalidade entre as potências. Xi afirmou que o cenário internacional atravessa uma “nova encruzilhada” e defendeu que chineses e norte-americanos atuem como parceiros. Enquanto o republicano elogiou o “relacionamento fantástico” com o líder chinês e disse que a relação bilateral poderá ser “melhor do que nunca”. O encontro de Trump e Xi ocorreu meio às tentativas de reduzir tensões entre as nações (Foto: Daniel Torok/ Casa Branca) Leia mais: Encontro Trump-Xi tem tensão sobre a questão de Taiwan Leia mais: Empresários acompanham Trump durante agenda em Pequim Leia mais: Trump e Xi devem discutir armas nucleares e Taiwan em Pequim Apesar do tom conciliador, Taiwan permaneceu como um dos temas mais delicados da visita. O governo taiwanês informou que acompanhou de perto as conversas entre Trump e Xi e afirmou manter diálogo constante com Washington. Em comunicado, o chanceler taiwanês, Lin Chia-lung, declarou que os EUA mantêm a política histórica em relação à ilha e que “não mudou”. Ainda, Trump afirmou nesta sexta-feira que não assumiu “nenhum compromisso de qualquer forma” sobre Taiwan durante as reuniões em Pequim. O ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, declarou que Pequim considera que o governo norte-americano compreende a posição chinesa sobre Taiwan. Segundo ele, “a questão de Taiwan é o assunto mais importante nas relações China-EUA; ela afeta a situação como um todo”.
O Ministério da Fazenda lançou nesta sexta-feira (15) uma calculadora online para simular renegociações de dívidas pelo programa Novo Desenrola Brasil – Famílias. A ferramenta permite que pessoas com renda de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105, consultem previamente condições estimadas de pagamento antes de procurar uma instituição financeira. O simulador já está disponível no site oficial do ministério e foi desenvolvido para ampliar o acesso à informação e facilitar a organização financeira dos consumidores endividados. Como funciona A calculadora apresenta estimativas com base nas regras do programa, considerando critérios como: • tempo de atraso das dívidas; • valor aproximado das parcelas; • possibilidade de quitação ou renegociação. O sistema também permite simular o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) na renegociação. Uso do FGTS Pelas regras do Novo Desenrola, o trabalhador poderá utilizar: • até 20% do saldo disponível do FGTS; • ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor. O Ministério da Fazenda informou que a confirmação sobre a possibilidade de uso do fundo deverá ser feita diretamente com a instituição financeira participante do programa. Objetivo da medida De acordo com o governo federal, a ferramenta foi criada para oferecer mais transparência e segurança ao cidadão antes da contratação da renegociação. As condições definitivas, no entanto, dependerão da análise e aprovação dos bancos habilitados no programa. FONTE: AGENCIA BRASIL
A reunião de chanceleres do Brics terminou nesta sexta-feira (15), em Nova Déli, sem a divulgação de uma declaração conjunta e expôs dificuldades do bloco para alcançar consenso em temas centrais da política internacional. Após dois dias de encontros na capital indiana, os integrantes divulgaram apenas uma nota da presidência da Índia, documento que reconheceu divergências internas sobre conflitos no Oriente Médio e sobre a situação na Faixa de Gaza. O encontro reuniu representantes de Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Etiópia, Egito, Irã e Emirados Árabes Unidos em um momento de ampliação das tensões geopolíticas e de tentativa do grupo de fortalecer a atuação no Sul Global. Ao longo das discussões, os chanceleres abordaram temas ligados à guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, segurança marítima, soberania territorial, conflitos regionais e desafios econômicos internacionais. As negociações para uma declaração conjunta esbarraram principalmente nas divergências sobre o conflito no Oriente Médio. O Irã defendia que o Brics condenasse diretamente as ações militares conduzidas por Estados Unidos e Israel contra o país. Ao mesmo tempo, autoridades iranianas acusaram os Emirados Árabes Unidos, integrante do bloco e aliado de Washington, de participação em operações militares contra Teerã. A ausência de acordo levou a Índia, anfitriã da reunião, a publicar apenas uma nota presidencial. No documento, o governo indiano reconheceu a existência de posições distintas entre os países integrantes. “Houve opiniões divergentes entre alguns integrantes em relação à situação na região do Oriente Médio e da Ásia Ocidental”, informou o comunicado. Durante entrevista coletiva após o encerramento da reunião, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que um integrante do Brics vetou partes do texto negociado pelos chanceleres. Sem citar diretamente os Emirados Árabes Unidos, ele relacionou o impasse ao atual conflito regional. “Não temos dificuldades com esse país em particular; eles não foram nosso alvo na guerra atual. Atacamos apenas bases e instalações militares americanas que, infelizmente, estão em território deles”, declarou o chanceler iraniano. Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, durante reunião do Brics (Foto: Reprodução/ @Iran_GOV) Leia mais: Trégua no Irã está ‘por um fio’ após Trump rejeitar acordo Leia mais: “Isso não significa rendição”: Irã envia resposta para proposta dos EUA Leia mais: Ormuz é palco de ataques, mas ‘o cessar-fogo continua’ Araghchi também afirmou esperar avanço nas negociações até a próxima cúpula de líderes do Brics, prevista para este ano. “Espero que, quando chegarmos à cúpula, eles cheguem a um bom entendimento de que o Irã é um vizinho, que temos que conviver, que convivemos há séculos e que continuaremos a conviver pelos séculos que virão”, disse. Brics debatem situação da Faixa de Gaza Além das discussões sobre o Oriente Médio, os chanceleres também debateram a situação palestina. A nota da presidência afirmou que os ministros recordaram que a Faixa de Gaza é “parte inseparável do Território Palestino Ocupado”. O texto ainda defendeu a unificação da Cisjordânia e de Gaza sob a Autoridade Palestina e reafirmou o direito dos palestinos à autodeterminação e à criação de um Estado independente. A reunião também tratou de temas ligados ao comércio internacional e à estabilidade global. Os integrantes discutiram a necessidade de garantir segurança às rotas marítimas internacionais, proteger infraestruturas civis e preservar o funcionamento das cadeias comerciais em meio aos conflitos. No documento final, a Índia destacou que os países defenderam maior articulação entre as nações em desenvolvimento diante do cenário internacional. A nota afirmou que o Sul Global pode atuar como “motor de mudanças positivas” em um contexto marcado por tensões geopolíticas.
O ex-ministro José Dirceu foi diagnosticado com linfoma. Segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (15) pelo Hospital Sírio-Libanês, ele se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico. José Dirceu está internado desde o último domingo (10), quando a doença foi detectada durante a realização de exames gerais. Ele está sendo atendido pela equipe dos médicos Raul Cutait, Roberto Kalil e Celso Arrais. Ministro da Casa Civil durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2003 e 2005, Dirceu já foi eleito três vezes deputado federal e presidiu o Partido dos Trabalhadores (PT) entre 1995 e 2002. Atualmente, José Dirceu é pré-candidato a deputado federal. FONTE: AGENCIA BRASIL
Uma série de bloqueios em estradas em torno da capital da Bolívia, La Paz, desafia o recém-empossado governo de Rodrigo Paz, que assumiu há apenas seis meses após quase 20 anos de hegemonia da esquerda no país andino. Os protestos foram uma reação à promulgação da Lei 1.720, que teria potencial de alterar a propriedade de terras na Bolívia. O movimento, que começou exigindo a revogação do texto, ganhou adesão de outras categorias, como professores e mineiros, com alguns grupos exigindo a renúncia do presidente. Aprovada pelo Parlamento em março deste ano, a Lei 1.720 foi promulgada em 10 de abril por Rodrigo Paz. A legislação autoriza a conversão de pequenas propriedades tituladas em propriedades médias que, com a mudança de status, poderiam ter acesso a créditos. Apoiada por organizações empresariais agrícolas, a norma seria, segundo o governo, uma forma de impulsionar a agricultura no país e reativar a economia, que sofre com crises cambiais por escassez de dólares. Por outro lado, movimentos indígenas e campesinos alertam que a lei coloca em risco terras coletivas do campesinato com potencial de desalojar pequenos proprietários que ficariam expostos à especulação imobiliária e hipotecas. A doutoranda em ciência política na Universidade de São Paulo (USP) Alina Ribeiro, que estuda a Bolívia, explicou à Agência Brasil que os movimentos populares temem a desintegração das terras comunais, trabalhadas coletivamente. “O ideal seria que o governo facilitasse o crédito também para pequenas propriedades porque na Bolívia tem comunidades indígenas, reconhecidas pelo Estado, que se organizam em territórios comunitários originários. Eles falam é que esse tipo de lei pode estimular uma desintegração desses territórios”, explicou Alina Ribeiro. Mobilização ganha corpo Ainda no início de abril, organizações indígenas e populares iniciaram marchas rumo a La Paz exigindo a revogação da lei a partir dos departamentos de Pando e Beni, no norte do país, em uma região amazônica. Já são quase 30 dias de marchas por mais de 400 quilômetros de estradas. Atualmente, milhares de manifestantes bloqueiam alguns acessos à capital do país. A mobilização ganhou adesão de outros setores ao longo das últimas semanas. Manifestantes de sindicatos de mineiros enfrentam a polícia em protesto contra o governo do presidente Rodrigo Paz, em meio à crise econômica e de combustíveis, em 14 de maio de 2026 – Foto: Reuters/Claudia Morales/Arquivo/Proibida reprodução A Central Operária Boliviana (COB), principal central sindical do país, convocou uma greve geral “por tempo indeterminado”. A central ainda denuncia a repressão policial e detenções de lideranças durante os protestos. A COB pede, entre outras demandas, um aumento de 20% no salário mínimo. A pesquisadora Alina Ribeiro, que atua no Núcleo de Democracia e Ação Coletiva do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (NDAC-Cebrap), acrescentou que os bloqueios de estradas têm um feito poderoso na Bolívia. “Como é um país muito pequeno, se você inviabiliza as entradas de La Paz, não chega alimento, não chegam recursos e aí o governo é obrigado a tentar se articular com essas organizações que estão mobilizadas”, explicou. Revogação da lei No dia 12 de maio, o presidente Rodrigo Paz revogou a lei alvo das marchas, dando prazo de 60 dias para o Parlamento discutir um novo texto. “Como resultado do diálogo, como resultado da união de todos os bolivianos, a Lei 1.720 foi revogada. Temos que tratar de uma nova normativa para todo o país, uma nova lei fundiária baseada no consenso, por meio de consulta pública e ouvindo todos os setores”, disse o presidente Paz em comunicado oficial. O dirigente da Confederação Sindical Única de Trabalhadores Camponeses da Bolívia (CSUTCB), Humberto Claros, respondeu que a revogação não é suficiente porque Paz deve tramitar nova lei de terras no Parlamento. “Essa é uma trégua de 60 dias porque depois você e sua gangue elitista vão aprovar outra lei feita sob medida para o Cainco (sindicato patronal boliviano) e seus supostos camponeses, para roubar terras dos verdadeiros camponeses e grilar terras”, disse em vídeo publicado nas redes sociais. Manifestantes bloqueiam uma das entradas da cidade de La Paz, exigindo a renúncia do presidente Rodrigo Paz em meio à crise econômica e de combustíveis, em 11 de maio de 2026 – Foto: Reuters/Claudia Morales/Arquivo/Proibida reprodução Tensão aumenta Ao mesmo tempo, o governo tenta criminalizar o movimento acusando dirigentes, sem apresentar provas, de serem financiados pelo narcotráfico. O ex-presidente Evo Morales também é acusado de estar por trás dos atos. Nessa sexta-feira, o presidente Rodrigo Paz elevou o tom contra os manifestantes que pedem sua renúncia, acusando-os de tentar “destruir a democracia”. “Aqueles que, no passado, tentaram destruir esta democracia irão para a cadeia, porque o valor da democracia está acima de qualquer interesse pessoal”, disse Paz durante evento no Palácio do governo, na capital. Em uma rede social, o ex-presidente Evo Morales diz que os protestos são do povo, não dele, e acusa Paz de planejar uma operação militar, com apoio dos Estados Unidos (EUA), para prendê-lo ou assassiná-lo. “Quando bloqueiam os neoliberais, direitistas, racistas, latifundiários e patrões, é liberdade, democracia e causa justa. Quando protestam os trabalhadores, mineiros, fabris, professores, indígenas e camponeses, é violência, terrorismo, ilegal, antidemocrático”, afirmou Evo em uma rede social. Crise se acumula A crise política e social na Bolívia vem se acumulando desde dezembro de 2025, quando o governo editou o Decreto 5.503 que, entre outras medidas, retirava o subsídio para os combustíveis. Em reação, movimentos populares fizeram bloqueios e manifestações, levando o governo a recuar. Em janeiro deste ano, os subsídios à gasolina foram retomados. A pesquisadora Alina Ribeiro afirma que as medidas do novo governo têm gerado forte reação de movimentos populares em uma sociedade castigada por anos de crise econômica. “A principal reclamação das pessoas são os preços das coisas. Desde azeite no supermercado, até o combustível, viagens, preço de ônibus. É realmente uma das reclamações recorrentes”, comentou. O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, durante visita oficial ao Brasil, em março deste ano – Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil Mudanças constitucionais Nesse contexto, o governo de Rodrigo Paz criou ainda uma comissão para estudar mudanças na Constitucional Plurinacional da Bolívia, promulgada durante
A obesidade se tornou o maior fator de risco para a saúde no Brasil, superando a hipertensão, que foi o elemento de maior preocupação por décadas. Agora, a pressão alta está em segundo lugar, seguida do quesito glicemia elevada. Esse é um dos destaques da análise nacional do Estudo Global sobre Carga de Doenças, feito por milhares de pesquisadores de todo o mundo, cobrindo mais de 200 países. O diagnóstico brasileiro foi publicado na edição de maio da revista científica The Lancet Regional Health – Americas. O levantamento enfatiza que a população passou por grandes mudanças no estilo de vida nas últimas décadas, como aumento da urbanização. Esse cenário contribuiu para reduzir os níveis de atividade física, adotar dietas hipercalóricas, ricas em sal e com excesso de alimentos ultraprocessados. Segundo ele, esses comportamentos contribuem para que os brasileiros vivam em um “ambiente obesogênico”. Para ele, a obesidade é um dos maiores desafios de saúde pública que o país precisa enfrentar. “A obesidade não é apenas excesso de peso, mas uma doença crônica inflamatória e metabólica que aumenta simultaneamente o risco de diabetes tipo 2, hipertensão, infarto, AVC e vários tipos de câncer.” Números Essas alterações no estilo de vida e suas consequências ficam evidentes na comparação com os dados mais antigos apresentados, de 1990. Naquele ano, os três maiores fatores de risco eram a hipertensão, seguida pelo tabagismo e a poluição por materiais particulados no ar. O Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, o principal indicador da obesidade, figurava em sétimo lugar e a glicemia elevada, em sexto. Em 2023, a obesidade passa a ocupar a primeira posição, após crescimento constante no risco atribuído, que acumulou 15,3% desde 1990. A comparação entre 1990 e 2023 traz boas e más notícias: por um lado, o risco de morte ou de perda de qualidade de vida causado pela poluição particulada do ar caiu 69,5%. Por outro, a queda também foi expressiva, de aproximadamente 60%, nos casos do tabagismo, prematuridade e baixo peso ao nascer e alto índice de colesterol LDL. Porém, de 2021 a 2023, o risco por tabagismo apresentou um ligeiro aumento de 0,2%, após muitos anos de queda sustentada. Chama atenção ainda o risco atribuído à violência sexual durante a infância, que aumentou quase 24%. Este fator aparecia na 25ª posição em 1990 e saltou para o 10º em 2023. Veja a lista atual de maiores fatores de risco à mortalidade ou perda da qualidade de vida: Índice de massa corporal elevado; Hipertensão; Glicemia elevada; Tabagismo; Prematuridade ou baixo peso ao nascer; Abuso de álcool; Poluição particulada do ar; Mau funcionamento dos rins; Colesterol alto; Violência sexual na infância. FONTE: AGENCIA BRASIL
Vocêma criança, de 8 anos, foi atacada por uma onça-parda ao voltar de uma trilha de uma cachoeira no Santuário Volta da Serra, na Chapada dos Veadeiros (GO). Ela foi ferida no rosto. A criança estava acompanhada dos pais e de um funcionário da Fazenda Volta da Serra. “Assim que a onça saltou sobre a criança, seus pais e o funcionário da Fazenda interromperam o ataque e o animal fugiu para a mata. A vítima, ferida no rosto, recebeu pronto atendimento e foi encaminhada ao Hospital Municipal de Alto Paraíso, com o apoio da equipe operacional do atrativo”, informou a fazenda, em nota. Conforme a nota, a médica responsável solicitou a transferência da paciente “para uma unidade hospitalar com suporte de maior complexidade”. O Corpo de Bombeiros buscou uma aeronave para fazer o transporte, “o que não se concretizou devido à impossibilidade de operações noturnas nos municípios de Alto Paraíso e Formosa”. A criança foi transferida de ambulância para o Hospital de Base de Brasília. A visitação ao local está suspensa para investigação do ataque. “A direção do Santuário reforça seu compromisso com a segurança dos visitantes e colaboradores, permanecendo à disposição para dar assistência integral à vítima e sua família e colaborar com os procedimentos oficiais cabíveis”. Leia Também: Anvisa mantém suspensão de fabricação e recolhimento de produtos Ypê
O Serviço Social da Indústria (SESI) – em parceria com o Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) e o Ministério da Saúde – está vacinando os funcionários das indústrias em seus locais de trabalho nesta sexta-feira (15). A ação faz parte do Dia D de Vacinação do Trabalhador da Indústria e ocorre em todo o país. A finalidade é ampliar a cobertura vacinal entre profissionais da indústria e fortalecer a prevenção de doenças nos ambientes de trabalho. Serão aplicadas vacinas contra influenza (gripe), difteria e tétano (dT adulto), sarampo, caxumba e rubéola (tríplice viral), hepatite B e febre amarela. O serviço é ofertado em unidades industriais, unidades do SESI, unidades móveis e pontos estratégicos definidos pelos Departamentos Regionais participantes da campanha. O diretor-superintendente do Sesi, Paulo Mol, ressaltou que a medida aproxima o cuidado com a saúde da rotina do trabalhador. Além disso, amplia o acesso, a adesão e a conscientização sobre a importância da prevenção. “A dinâmica do dia a dia dificulta a busca pelos serviços de saúde.” “Ao levar a vacinação para o ambiente de trabalho, conseguimos tornar esse cuidado mais prático, acessível e efetivo.” Números A expectativa para este ano é superar a marca de 21 mil doses aplicadas em trabalhadores da indústria em todo o país. Em 2025, a mobilização registrou a aplicação de 19.735 doses. A presidenta do Conselho Nacional de Saúde, Fernanda Magano, destacou que o Dia D de Vacinação da Indústria reforça a importância de aproximar as políticas públicas de saúde do cotidiano dos trabalhadores. “Quando a vacinação chega aos ambientes de trabalho, ela amplia o acesso à saúde e fortalece uma agenda de prevenção, bem-estar e qualidade de vida. Cuidar da saúde dos trabalhadores e trabalhadoras é também cuidar do Brasil”, frisou. De acordo com o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Éder Gatti, a vacinação continua sendo uma das principais estratégias de proteção. Ele reforçou ainda que as vacinas são reconhecidas mundialmente como estratégias eficazes para preservar a saúde das pessoas e continuam sendo a principal forma de prevenir casos graves, hospitalizações e mortes por diversas doenças. “Além disso, contribuem significativamente para reduzir a disseminação de agentes infecciosos. No Brasil, o Ministério da Saúde tem investido para ampliar, cada vez mais, o acesso da população à imunização.” FONTE: AGENCIA BRASIL
O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, informou nesta sexta-feira (15) na capital paulista, que o banco já renegociou R$ 820 milhões em dívidas do novo Desenrola Brasil. O programa foi lançado no dia 4 de maio pelo governo federal LINK 1 e busca ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a renegociar dívidas, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito. A nova fase da iniciativa terá duração de 90 dias e prevê descontos de até 90%, juros reduzidos e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento de débitos. Nesta semana, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, já havia informado que o programa Desenrola 2.0 estava perto de atingir R$ 1 bilhão em débitos renegociados. Ataques cibernéticos Ao anunciar o balanço da instituição, Vieira disse que o banco teve um prejuízo no ano passado de cerca R$ 20 milhões com o aplicativo Caixa Tem, segundo ele provocado por fraudes relacionadas a ataques cibernéticos. Por causa disso, informou, o banco vem reforçando os investimentos em tecnologia. Só neste ano, a expectativa é de que esses investimentos somem R$ 5,9 bilhões. “Nós estamos agora com praticamente zero de ataques no Caixa Tem”, disse Vieira. Inadimplência A Caixa Econômica Federal registrou um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre do ano, queda de 34,4% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado, que consta no balanço divulgado na noite de quinta-feira (14), foi impactado pelo forte aumento das provisões para perdas com crédito, que mais do que dobraram no período, em meio às novas regras regulatórias do Banco Central (BC) para cobertura de risco de inadimplência. Apesar da queda no lucro, a Caixa manteve crescimento da carteira de crédito, puxado principalmente pelo financiamento imobiliário, segmento no qual o banco segue líder no país. A carteira de crédito totalizou R$ 1,4 trilhão. A inadimplência encerrou o trimestre em 3,71%. Segundo a diretoria do banco, embora a Caixa esteja tranquila quanto aos níveis de inadimplência para as carteiras de crédito imobiliário e comercial pessoa física e pessoa jurídica, o setor do agro ainda traz alguma cautela e preocupação. “Nós temos uma expectativa de que, ainda este ano, tenhamos impactos na nossa provisão relacionados ao agro”, disse Henriete Sartori, vice-presidente de Riscos da Caixa. “O cenário não é simples, mas nós já percebemos um arrefecimento da curva de crescimento (da inadimplência)”, completou. Atualmente, disse Sartori, o agro representa 5% da carteira total da Caixa. FONTE: AGENCIA BRASIL
Ao anunciar um pacote de R$ 2,2 bilhões para ampliar o tratamento do câncer via Sistema Único de Saúde (SUS), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez referência a movimentações financeiras que teriam sido feitas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e que são investigadas pela Polícia Federal. “Nós, seres humanos, temos que tratar as pessoas com sentimento, com solidariedade. Temos que falar com o coração. Somos 80% emoção e apenas 20% razão. Esse país precisa voltar a ser humano. É preciso extirpar o ódio. Nesse hospital aqui não tem dinheiro do Vorcaro”, disse, durante visita ao Hospital do Amor, em Barretos (SP). O montante de R$ 2,2 bilhões, segundo o governo federal, é o maior já registrado na rede pública de saúde. Entre as principais inovações anunciadas estão a criação da nova tabela de financiamento do SUS para a oferta de 23 medicamentos oncológicos de alto custo, a criação do financiamento de cirurgias robóticas oncológicas na rede pública e a ampliação do acesso à cirurgia de reconstrução mamária. Compõem a lista dez medicamentos que serão adquiridos diretamente pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos estados, enquanto os demais serão ofertados por meio da Autorização de Procedimento Ambulatorial (Apac), quando a compra é realizada pelos centros habilitados no país, com financiamento federal, e Ata de Negociação Nacional. Os medicamentos, segundo a Presidência da República, contemplam 18 tipos de câncer, incluindo mama, pulmão, leucemia, ovário e estômago. A depender do tipo de tratamento, o paciente pode economizar até R$ 630 mil, caso fizesse o mesmo tratamento na rede privada, informou o governo federal. FONTE: AGENCIA BRASIL