“Se você reparar, as mulheres não fazem atuação de método porque temos coisas para cuidar, então não podemos simplesmente perder completamente a cabeça”, afirmou, em entrevista para o portal Complex News.
A técnica, criado pelo ator de teatro russo Konstantin Stanislavski, consiste no ator se aproximar de seu personagem, usando sua própria memória e vivência para buscar emoções reais que imitem o sentimento fictício.
Quando interpretou Coringa, Jared Leto se recusou a “sair do personagem” até mesmo quando não estava em frente às câmeras e, por isso, engajou em práticas abusivas com os colegas de elenco, como enviar um porco morto e camisinhas usadas para eles.
Um dos atores mais famosos a usar a tática é Daniel Day-Lewis, que defendeu o método afirmando que, quem o critica não tem conhecimento sobre a técnica. “É apenas uma forma de se libertar para que, quando você estiver trabalhando com seus colegas diante da câmera, tenha espontaneidade e liberdade para reagir da maneira que surgir naquele momento”, disse, durante o Festival de Cinema de Londres em 2025.
Anya Taylor-Joy, porém, afirma que não se imagina vivendo como uma personagem o tempo todo. “Você está trabalhando com outras centenas de pessoas e é sua responsabilidade ser cordial com elas e ajudá-las a fazer o melhor trabalho possível”, justificou. “Se você estiver investido em ser um babaca, então não será muito divertido”.
A atriz ainda foi além e disse que, para ela, atuar é uma forma controlada de psicose, pois o profissional passa 16 horas por dia fingindo ser outra pessoa, internalizando os pensamentos e os trejeitos do personagem. “É como ter uma irmã ou um colega de quarto na minha cabeça por um tempo”.