O tumor foi descoberto por acaso, durante uma ressonância magnética de corpo inteiro. Philipps decidiu fazer o exame após a morte do ator James Van der Beek, em fevereiro deste ano, vítima de câncer. O exame revelou um oligodendroglioma de grau 2, tipo raro e de crescimento lento.
“Sou grata por estar viva”, disse à revista americana People sobre o diagnóstico que recebeu dos médicos. Ela descreveu os últimos seis meses como “os mais estranhos da vida”.
A atriz não apresentava sintomas típicos, como convulsões. O tumor tinha 2,6 cm e foi retirado em uma cirurgia de cerca de cinco horas, realizada em 2 de março. Como a descoberta ocorreu em estágio inicial, a recuperação foi rápida. No dia seguinte, ela já caminhava pelo hospital e dois dias depois estava em casa.
A tranquilidade, porém, durou pouco. Semanas mais tarde, durante uma consulta de rotina com a dermatologista, Philipps descobriu uma infecção na região operada. Exames apontaram uma contaminação por estafilococos na incisão.
Ela precisou passar por uma segunda cirurgia para tratar a infecção e retirar um dos pequenos pinos de titânio usados para manter o osso do crânio no lugar. “A segunda cirurgia realmente me abalou. Senti como se tivesse voltado à estaca zero e fiquei muito, muito chateada”, afirmou.
Agora recuperada, Philipps também relaciona a experiência a mudanças que percebeu no próprio comportamento. Segundo ela, nos últimos anos vinha tendo crises de choro e episódios de irritação e sentia que havia algo errado.
“Não tinha consciência de que algo estava realmente errado, mas havia algo que não estava funcionando corretamente”, disse. “Agora, meu cérebro não parece mais quebrado.”
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