O número de mortos pelos terremotos na Venezuela subiu para 4.333, segundo novo balanço divulgado pelo governo neste sábado (11). Entre as vítimas, 315 pessoas ainda não foram identificadas.
Além disso, o total de feridos permanece em 16.740. Até o momento, as autoridades não divulgaram informações oficiais sobre pessoas desaparecidas.
Milhares continuam fora de casa
De acordo com o governo venezuelano, cerca de 18 mil moradores precisaram deixar suas casas após os tremores. Desse total, aproximadamente 17 mil continuam em abrigos públicos.
As autoridades informaram que pretendem iniciar, na próxima semana, a entrega de moradias para parte das famílias afetadas pelo desastre.
OMS alerta para risco de doenças
Enquanto isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) demonstrou preocupação com as condições dos abrigos. Segundo o órgão, a falta de água potável, de saneamento básico e a superlotação podem favorecer a disseminação de doenças como cólera, tuberculose, tétano e sarampo.
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Além disso, a queda na cobertura vacinal entre a população desalojada aumenta o risco de novos surtos e pode agravar a situação humanitária.
ONU amplia ajuda humanitária
A OMS informou que trabalha em conjunto com o Ministério da Saúde da Venezuela para reduzir o avanço de doenças respiratórias e intestinais. O órgão também avalia instalar novos hospitais de campanha nas regiões de Caracas e La Guaira, as mais atingidas pelos terremotos.
Segundo as Nações Unidas, cerca de 1,3 milhão de pessoas precisam de ajuda humanitária no país. Para atender os afetados, já foram mobilizados US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) em ações de assistência.
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