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Gaeco apreende mais de R$ 3 milhões em cheques na Operação Gutenberg

Por redacao • julho 10, 2026

Mais de R$ 3 milhões em cheques foram apreendidos durante as buscas da Operação Gutenberg, deflagrada na terça-feira (7) pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado. A operação investiga um suposto esquema de fraudes em contratos públicos que teria movimentado R$ 27 milhões.

Além dos cheques, os investigadores recolheram mais de R$ 200 mil em dinheiro vivo. Parte do montante estava em cédulas novas, ainda com lacres do Banco Central, segundo o balanço atualizado divulgado pelo Gaeco nesta quinta-feira (9).

O valor apreendido em espécie supera o primeiro balanço divulgado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul no dia da deflagração da operação, quando haviam sido informados R$ 69.795 e 907 dólares encontrados durante as buscas.

Mandados e foragidos

De acordo com o Gaeco, 14 mandados de prisão preventiva foram cumpridos até o momento. Duas pessoas continuam foragidas: Giovanni Paroschi Jafar e o estrategista educacional Heyder Bartz. Giovanni é o quarto integrante da família Paroschi Jafar alvo da operação. A mãe dele, Rossana Paroschi Jafar, e os irmãos Olívia e Felipe Paroschi Jafar estão presos.

Dos 43 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça, 40 foram cumpridos. As diligências também resultaram em três prisões em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.

Fraudes em contratos públicos

Segundo o MPMS, a investigação apura a atuação de uma suposta organização criminosa envolvida em fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes.

O grupo teria direcionado compras públicas de livros paradidáticos por meio de contratações diretas feitas por inexigibilidade de licitação. Os valores recebidos dos cofres públicos ultrapassariam R$ 27 milhões e, conforme a investigação, eram distribuídos entre integrantes do esquema, servidores e pessoas físicas e jurídicas utilizadas para ocultar a origem do dinheiro.

Investigação alcança a saúde pública

A apuração também envolve a área da saúde. Conforme o Gaeco, servidores cooptados teriam utilizado influência sobre a Regulação Estadual de Saúde para condicionar autorizações de exames, cirurgias e vagas hospitalares à compra dos livros vendidos pelo grupo investigado.

Durante a operação, equipes estiveram no Complexo Regulador Estadual (Core), em Campo Grande, de onde saíram com um malote de materiais apreendidos.

Presos e desdobramentos

Entre os presos estão empresários, servidores públicos, profissionais da saúde, advogados e o ex-prefeito de Fátima do Sul Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Junior Vasconcelos. Também foi preso Ed Carlo Britto Burgatt, então coordenador estadual de Regulação Assistencial.

As prisões preventivas de Rossana Paroschi Jafar, da empresária Jessyca Duarte Burgatt e de Junior Vasconcelos foram mantidas após audiências de custódia realizadas nesta quinta-feira. As defesas dos investigados preparam medidas judiciais para tentar revogar as ordens de prisão e contestam a participação dos clientes no suposto esquema.

A Operação Gutenberg foi deflagrada para cumprir inicialmente 16 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de São Paulo e Abadiânia.

Fonte: o estado online

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